Craques em matemática

Olimpíada nacional de escolas públicas recebe 19 milhões de participantes e premia 500 deles com medalhas de ouro a serem entregues pela presidente da República. Do DF, são 37 alunos vencedores

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postado em 27/08/2012 10:51 / atualizado em 27/08/2012 13:37

Monique Renne
O que é considerado uma dor de cabeça à maioria dos alunos brasileiros se tornou uma paixão para os irmãos Henrique Gasparini, 17 anos, e Artur Gasparini, 13, moradores da Asa Norte e alunos do Colégio Militar de Brasília. Eles são alguns dos 500 estudantes que receberão, na segunda- feira, da presidente da República, Dilma Rousseff, medalhas de ouro pelo desempenho na 7ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), realizada em 2011. O mais velho conquistou o prêmio pela sexta vez. “Estudo por prazer e cada um tem um jeito de estudar. Eu prefiro sozinho. Uma aula inteira equivale a uma hora de aprendizagem só com os livros”, comparou o aluno do 3º ano do ensino médio. Já Arthur, que é bicampeão e está no 8º ano do ensino fundamental, acrescentou que se prepara para as provas resolvendo questões do concurso anterior. “Matemática sempre foi a matéria com a qual tive mais afinidade. Tanto é que pretendo cursar algo na área das engenharias.” Henrique também quer seguir esse caminho. “Estou me preparando para o vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em engenharia da computação”, acrescentou.

A mãe dos jovens, a bancária Daili Gasparini, 46 anos, sempre deu suporte à dedicação dos filhos: “Tenho muito orgulho deles e acredito que eles batalham pelo futuro. O sonho de Henrique é ingressar no ITA e u dou todo apoio. Ele vai morar longe e vou sentir saudades, mas sei que é melhor para ele”, analisou.

Apenas neste ano, Henrique viajou para a Argentina e para a Romênia em competições internacionais. “No ano passado, ele esteve na Holanda, na Bolívia e na Costa Rica”, lembrou o pai, o aposentado Marcos Fiuza, 49 anos. Os irmãos já estão inscritos na 8ª edição do concurso, que tem a segunda fase em setembro. A primeira ocorreu em junho deste ano. “Passei na primeira etapa para o nível dois — do qual participam alunos 8º e 9º ano — e estou esperando a segunda prova”, disse Arthur.

Topo do ranking

O Distrito Federal ficou em 4º lugar no ranking de Unidades da Federação com mais medalhas de ouro: 37. Em primeiro, veio Minas Gerais, com 111. Em proporção ao número de inscritos, a capital da República, que teve 250 mil participantes, ficou no topo da lista.

“O Brasil tinha um grande número de reprovações em matemática, e a olimpíada foi criada com o objetivo de motivar os alunos a estudar mais. Tivemos resultados positivos, tanto é que o índice de reprovados caiu nos últimos anos”, explicou o coordenador da Obmep, Reginaldo Ramos de Abreu. “Distribuímos, no total, 3,6 mil medalhas por concurso, de ouro, prata e bronze. Não separamos por colocação. Na verdade, existem 500 primeiros lugares que recebem o ouro”, esclareceu. Ao todo, o concurso atraiu 19 milhões de participantes.

A estudante Serena Rodrigues, 14 anos, também será premiada na segunda-feira. “Tenho boa memória visual. Quando a professora escreve no quadro, memorizo tudo. Assim, não preciso estudar tanto”, disse. Ela é aluna do Centro Educacional 4 do Guará e está no 9º ano do ensino médio. Esta é a segunda vez que a jovem recebe o prêmio. Ela contou que, além de matemática, gosta muito de história “apesar de serem bem diferentes”.
A estudante Serena Rodrigues, 14 anos, também será premiada na segunda-feira. “Tenho boa memória visual. Quando a professora escreve no quadro, memorizo tudo. Assim, não preciso estudar tanto”, disse. Ela é aluna do Centro Educacional 4 do Guará e está no 9º ano do ensino médio. Esta é a segunda vez que a jovem recebe o prêmio. Ela contou que, além de matemática, gosta muito de história “apesar de serem bem diferentes”.

O jovem sonha em fazer medicina e sempre ajuda amigos com menos facilidade em aprender a disciplina. “Muitos me procuram quando têm dúvidas e eu não me importo em ensinar”, relatou. Nathália Pereira, 11 anos, do 7º ano, e Thaís Carvalho, 14, do 8º, ambas do Colégio Militar de Brasília, ficaram felizes com a boa colocação. “Sempre dá um nervosismo e medo de esquecer as matérias, mas acaba dando tudo certo”, alegrou- se Nathália.

Competição

A Obmep é promovida pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC), com apoio do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), que integra do sistema MCTI, com incentivo da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). Podem participar alunos que cursam do sexto ano do ensino fundamental ao nono ano do ensino médio. Além das medalhas e homenagens, os ganhadores receberão uma bolsa de R$ 100 mensais durante umano e participarão do Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC-Obmep), oferecido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT).

Como aprender a matéria
» O principal é ter base para entender o conteúdo posterior. A matemática é uma matéria contínua, então, é preciso saber o básico antes de conhecer assuntos mais complexos.

» Também é importante ter determinação. Estabelecer metas, como participar de concursos, pode ajudar o aluno a ter força de vontade.

» Fazer exercícios é ótimo para fixar a matéria. Apenas com a repetição de questões é possível saber se o aluno realmente entendeu o que o professor explicou.

» Dedicação é primordial na área das ciências exatas, principalmente se o estudante tem dificuldades. É necessário separar algumas horas do dia apenas para estudar. Fonte: Henrique Gasparini, 17 anos, e Artur Gasparini, 13 anos

Tenho boa memória visual. Quando a professora escreve no quadro, memorizo tudo. Assim, não preciso estudar

tanto” Serena Rodrigues, 14 anos, do Centro Educacional 4 do Guará

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