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Educação

Campanha contra o bullying

Educadores lançam um movimento nacional para discutir e aprimorar formas de combate à violência psicológica

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postado em 03/09/2012 11:58 / atualizado em 03/09/2012 12:26

Jefferson da Fonseca Coutinho

BeloHorizonte—Os sons da viola clássica de Joice Rafaela Coutinho, de 16 anos, entre os 24 músicos da Orquestra Jovem V&M do Brasil, dão charme e delicadeza ao assunto: Bullying – escola, família e sociedade: responsabilidades e soluções. Nos dois últimos dias, educadores e especialistas se reuniram em Belo Horizonte para palestras e lançamento do Movimento Anti Bullying Brasil. “A família brasileira está muito mal informada. Se nós, diretores de escola, não estamos preparados, imagine a família? Daí, a importância do encontro”, diz Valdete Alves Vieira Nascimento, de 43 anos, da Escola Estadual Guadalajara, de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Entre os cerca de 1,2 mil inscritos de todo o país, a diretora considera o fórum um reforço para a postura do educador, ainda perdido diante do problema. “A escola tem a obrigação de buscar conhecimento para aprimorar ações e monitorar seus alunos”, diz. “Quem acha a educação cara, desconhece o custo da ignorância”, ressalta Elaine de Aguilar Santos, de Teófilo Otoni (MG). Responsável por 510 alunos das séries iniciais da Escola Frei Antelmo Kropman, a pedagoga, fala da importância de parceria com todos os organismos públicos pelo futuro dos jovens. “O bullying pode provocar o estrago de uma vida como um todo. Por meio da educação, podemos mudar isso e fazer valer as políticas públicas voltadas para as crianças”, diz.

Para Cecília Regueira, diretora executiva do Instituto Hartmann Regueira, é preciso buscar informação e tirar o foco da palavra bullying. “Nós precisamos fazer a distinção. Nem tudo é bullying. Essa banalização da palavra enfraquece a gravidade do que, de fato, ela significa”. A gestora chama a atenção para o risco de ignorância também contra o agressor, enquadrado equivocadamente. Para Cecília, é preciso trabalhar o agressor como vítima da sociedade. “Não pode haver exclusão. Se o indivíduo for tratado simplesmente como uma gente da violência, se não receber ajuda, torna-seu mexcluído. Essa escuta precisa ser trabalhada com os professores”, explica.
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