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MEC vai discutir como abordar a obra de Monteiro Lobato em escolas públicas

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postado em 12/09/2012 08:40

Edson Luiz , Fred Bottrel

Terminou sem acordo a audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a adoção de livros de Monteiro Lobato pela rede pública de ensino. Quase três horas e meia depois de iniciado o debate mediado pelo ministro Luiz Fux, representantes do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto de Advocacia Racial (Iara) marcaram nova reunião para o próximo 25/9. "O parecer do Conselho Nacional de Educação que sustenta não ser possível censurar obras didáticas e literárias foi mantido", declarou César Calligari, secretário de educação do MEC. O mesmo parecer, segundo ele, recomenda, contudo, evitar obras de conotação racista e determina que o Mec adicione nota explicativa acerca do contexto em que a obra foi escrita. Para o advogado do Iara, Humberto Adanis, o processo de negociação "é assim mesmo". "Não houve acordo formal, mas estamos caminhando para isso", disse. O instituto, junto ao técnico em gestão educacional Antônio Gomes da Costa Neto apresentou mandado de segurança alegando que a obra de Lobato tem "elementos racistas". A próxima reunião deve justamente detalhar de que maneira se dará a abordagem, em sala de aula, para os textos considerados polêmicos. A obra Caçadas de Pedro contém trechos como "É guerra e das boas. Não vai escapar ninguém - nem Tia Anastácia, que tem carne preta". Outra parte discorre: "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão".
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