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Diário de Classe virou caso de polícia?

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postado em 19/09/2012 10:33 / atualizado em 20/09/2012 12:14

Isadora Faber, criadora da página Diário de Classe no Facebook, foi intimada a prestar depoimento na 8ª Delegacia de Polícia de Florianópolis na última terça-feira (18), após a professora de português registrar um boletim de ocorrência. Segundo escreveu Isadora no Facebook, a docente prestou uma queixa contra a menina por calúnia e difamação.

O motivo do boletim de ocorrência foi o fato de a estudante ter postado um comentário na página do Facebook afirmando que a professora deu uma aula sobre internet e política para humilhá-la. Isadora acreditava, porém, que o mal entendido tinha chegado ao fim, já que a docente havia pedido desculpas antes de Isadora receber a intimação para depor.

"Hoje, eu e meu pai fomos na delegacia, porque minha professora de português fez um B.O. de calúnia e difamação. Eu fui. Nunca tinha entrado numa delegacia antes, mas lá dentro todos me trataram muito bem mesmo. Estranhei, pois, para mim, o assunto já estava encerrado desdo início do mês, quando ela me pediu desculpas. Eu aceitei e publiquei, está aqui até agora. Como vocês podem ver, não é fácil manter o Diário no ar", desabafou Isadora na página do Diário de Classe, horas depois de comparecer à delegacia.

A menina também postou na página na terça-feira (18/9) que na última aula de português, a professora pediu aos alunos que lessem o regimento interno da Escola Básica Maria Tomázia Coelho, destacando os itens que tratam das práticas vedadas aos alunos:

"8. Levantar injúria ou calúnia contra colegas, professores ou funcionários, bem como praticar contra eles, atos de violência de qualquer espécie; 9. Promover ou participar de movimento de hostilidade ou desprestígio à unidade ou às pessoas que nela trabalham, inclusive por meios eletrônicos (internet, celulares)."

Apesar disso, Isadora notou que nos itens que seguem constam as medidas socioeducativas de que são passíveis os alunos que não cumprem as regras citadas. A primeira delas é encaminhar o caso ao Ministério Público local.  "Não sofri nenhuma medida socioeducativa, fui parar direto na delegacia mesmo. Acho que ela (a professora) deveria ler o regimento também", declarou.

De acordo com o delegado Marcos Assad, da 8ª Delegacia de Polícia de Florianópolis, o boletim de ocorrência foi registrado em 27 de agosto. A postagem em que Isabela diz que a aula da professora foi feita para humilha-lá foi postada três dias antes (24). A queixa foi registrada, mas nenhuma das partes quis representar, o que impossibilita que a ação seja iniciada.

O delegado informa que ainda vai ouvir o depoimento da diretora da escola e que encaminhará o caso para a Justiça da Infância e da Juventude.

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