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SUSTO

Sete horas para conter as chamas

Se no colégio o incêndio foi delebado rapidamente, em 20 minutos, o mesmo não ocorreu na gráfica ao lado, onde os bombeiros demoraram para combater o fogo. Até a noite de ontem, eles trabalhavam no rescaldo para evitar novas explosões

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postado em 12/10/2012 15:19

Amandda Souza

 

As chamas se espalharam por dois prédios no Setor de Indústrias Gráficas. De longe, era possível ver a cortina de fumaça preta (José Evaldo Vilela /MPDFT/Divulgação) 
As chamas se espalharam por dois prédios no Setor de Indústrias Gráficas. De longe, era possível ver a cortina de fumaça preta

Pelo menos 50 toneladas de papel da Gráfica Gravo Papers foram consumidas pelo incêndio iniciado ontem na escola canadense Maple Bear Global, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Ainda não foi possível estimar o prejuízo total, mas Rodrigo Nimer, um dos proprietários da empresa, estima que perdeu pelo menos R$ 20 mil com a interdição do espaço. Os bombeiros tiveram muito trabalho para conter as chamas na gráfica, que foram controladas por volta das 17h, sete horas após o início. O rescaldo, porém, continuava até o fechamento desta edição, às 22h.
Ao todo, 54 funcionários trabalhavam na gráfica no momento do incêndio. “Vi o fogo e saí correndo, mas não aconteceu nada com ninguém. Ainda não sabemos nada sobre o prejuízo, se houve dano em máquinas e em outros materiais, ou só nos papéis. Não deixaram a gente entrar lá e a ala está isolada”, disse George Nimer, dono da empresa. Após a perícia, será possível avaliar o material danificado.

No colégio Maple Bear, as salas de aula, a coordenação e a biblioteca não foram atingidas. A escola apresentou alvará de funcionamento e destacou que “todo o material de combate a incêndio está em dia” e que “os próprios funcionários apagaram o fogo, evitando assim um problema maior”. Por meio da assessoria de imprensa, informou ainda todos saíram rapidamente da escola logo no princípio do incêndio e “que os alunos, funcionários e professores passaram por um treinamento de controle de acesso e evacuação de incêndio com o objetivo de capacitar todos, adequadamente, a aplicar as técnicas e estratégias de como lidar com qualquer situação da melhor forma possível”.
A previsão é que as aulas recomecem na terça-feira, mas a direção da escola espera a liberação do Corpo de Bombeiros para marcar a data. Após o susto, pais de alunos respiraram aliviados. Grávida de oito meses, a técnica de atendimento ao público Mônica Esteves, 41 anos, saiu do emprego com medo de algo mais grave ter acontecido com o filho, de 3 anos. “Preferi não dirigir e chamei meu marido. A gente se assustou com a ligação e o fogo, mas depois vimos que tudo estava bem”, disse.

A estudante Ana Carolina Rodrigues, 9 anos, deixou para trás a mochila na hora do incêndio. Ela contou que as crianças, muitas delas fantasiadas, saíram de mãos dadas e as professoras tentavam acalmá-las. “Todo mundo ficou muito agitado e chorando. Vi o fogo e uma parte do brinquedo caindo. A professora disse para a gente ficar calmo porque estava todo mundo bem”, contou. Arthur Marins, 8 anos, também comentou a ação de evacuar a escola. “A professora falou ‘Segue a linha’. Daí, eu segui”, contou.

Perícia

Hoje, peritos da Polícia Civil deverão analisar a área queimada para elaboração de um laudo sobre as possíveis causas do incêndio e a dinâmica do acidente. A Defesa Civil também vai avaliar a necessidade de interdição do colégio e da gráfica, devido a possíveis riscos de desabamento. Gabriela Martins, 15 anos, que se feriu durante o acidente na escola, prestou depoimento na 3ª DP (Cruzeiro).

Segundo o delegado-chefe Haendel Silva Fonseca, ela contou que não faz parte do quadro de funcionários da empresa contratada pelo colégio — cujo nome não foi divulgado. “Ela disse não saber como o fogo começou e que foi convidada por um conhecido para ajudá-lo com o carrinho de pipoca”, contou.

Na segunda-feira, o delegado vai colher o depoimento do funcionário da escola responsável pela contratação da empresa terceirizada. “Precisamos da perícia para definir o que será feito e depois ouvir as pessoas. O objetivo da polícia é trabalhar as causas do incêndio, depois as consequências e, no futuro, eventuais irregularidades ou negligências”, explicou.

Fique atento
» Ao chegar em um local e perceber o cheiro de gás, não acenda lâmpadas ou velas. A primeira providência a ser tomada é abrir todas as janelas para espalhar o gás concentrado
» Registro ou mangueira mal colocados ou antigos podem provocar vazamentos de gás. Verifique, com um pouco de água, se há bolhas na área do registro. Se houver, é sinal que o botijão não está bem instalado
» As mangueiras têm validade de cinco anos e devem ser trocadas nesse período
» Não coloque botijão de gás atrás ou muito próximo do fogão. Ele deve ser acomodado em local ventilado, de preferência do lado de fora da casa
 
 
 
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