SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

SUSTO

Bufês sem fiscalização

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 12/10/2012 15:19

Amandda Souza

 

Gráfica foi a mais atingida pelo fogo, que começou no pátio de colégio bilíngue instalado na Quadra 8 (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press) 
Gráfica foi a mais atingida pelo fogo, que começou no pátio de colégio bilíngue instalado na Quadra 8

Os bufês infantis do Distrito Federal, cada vez mais modernos e atrativos para as festas de aniversário da criançada, não passam por qualquer fiscalização quanto à segurança dos brinquedos. O mesmo ocorre com as empresas que alugam equipamentos e prestam serviços como a contratada pela escola Mapple Bear. O Corpo de Bombeiros realiza apenas uma inspeção geral na empresa e só retorna ao local em caso de denúncia. No ano passado, não houve visitas da corporação a casas de festas infantis.

A Agência de Fiscalização (Agefis) é responsável por conceder a licença de funcionamento. Já a Defesa Civil precisa autorizar as estruturas de maior porte, como parques de diversão fixos ou itinerantes. Na prática, com a falta de fiscalização, fica sob responsabilidade apenas dos empresários estar em dia com a manutenção dos equipamentos.

Parte da dificuldade em apertar a fiscalização nos bufês se dá pela ausência de legislação federal ou distrital que trate do assunto. Em 2011, estava previsto que um grupo de trabalho integrado por bombeiros, representantes da Defesa Civil e do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) fosse criado a fim de estabelecer normas específicas para garantir a segurança em brinquedos que oferecem risco. De lá para cá, no entanto, nada foi debatido sobre a situação dos bufês infantis.
O chefe do Centro de Comunicação Social do Corpo de Bombeiros, major Mauro Sérgio Oliveira, disse que incêndios como o ocorrido ontem no Sudoeste, denominado de ocorrências “urbanas”, representam apenas 2% do total de chamados corporação. São em média 500 casos mensais. “O gás só explode quando está confinado e onde tem fonte de calor e oxigênio. Qualquer faísca ou o ato de acender uma lâmpada é suficiente para causar o fogo”, afirmou o major. Ele ressaltou a importância de as pessoas que contratam os bufês buscarem referência no mercado sobre a qualidade dos serviços. “A pessoa que contrata também é co-autora dos possíveis acidentes, por isso é preciso pedir referência da empresa.”

No ano passado, uma advogada morreu em um acidente com um brinquedo de um bufê infantil. Após o acidente, a prefeitura da capital paulista passou a cobrar dos estabelecimentos licença de funcionamento, documentos dos brinquedos e um laudo de manutenção assinado por um engenheiro ou técnico registrado no Crea-SP.

Memória

2012

10 de outubro
Quatro pessoas ficaram feridas após a explosão de um botijão de gás em um restaurante que fica na praça central do Núcleo Bandeirante. Segundo os bombeiros, as vítimas foram encaminhadas ao Hran com queimaduras de 1º e 2º graus. O local passou por perícia e somente o laudo, que deve sair em 20 dias, deve conformar as causas do incêndio.

20 de setembro
Um apartamento no Sudoeste foi incendiado e ficou quase todo destruído. Segundo o dono, o problema teria sido durante a troca do botijão. O fogo começou por volta do meio-dia e, quando os bombeiros chegaram, as chamas já tinham sido apagadas por policias militares, que usaram os extintores do prédio. A empregada da casa teve queimaduras leves na mão e no cabelo, mas não foi preciso encaminhá-la ao hospital.

13 de agosto
Um incêndio atingiu bar e restaurante “Do Nono”, na 407 Sul. De acordo com os bombeiros, o fogo começou no momento em que funcionários do bar faziam a troca de um dos botijões de gás do estabelecimento. Ninguém ficou ferido.
 
 
 
 
Tags:

publicidade

publicidade