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CÂMARA DOS DEPUTADOS

Votação de 100% dos royalties do petróleo para a educação é adiada

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postado em 31/10/2012 18:09 / atualizado em 31/10/2012 18:15

Mais cedo os estudantes ocuparam o Congresso Nacional para pressionar os parlamentares
Estudantes que ocuparam a Câmara dos Deputados na manhã desta quarta-feira (31/10) para pressionar os parlamentares pela aprovação da proposta que garante o investimento de 100% dos royalties da exploração do petróleo brasileiro em educação foram recebidos pelo presidente da casa, Marco Maia, e pelo relator do processo, o deputado Carlos Zarattini (PT/SP). A votação, no entanto, foi adiada para a próxima terça-feira (6/11). Os manifestantes pretendem marcar presença na próxima reunião também.

A mobilização — convocada pelas entidades estudantis, União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional dos Pós-graduandos (ANPG) — busca promover a campanha #somostodos10%, em defesa dos 10% do PIB, 50% do fundo social do pré-sal e 100% dos royalties da exploração do petróleo para a educação.

De acordo com o presidente da UNE, Daniel Iliescu, Marco Maia chegou a prometer tentar incluir na pauta a votação, que estava suspensa devido a uma medida provisória que trancava a pauta, mas a votação acabou sendo adiada.

Maria Eduarda Bernades, 17 anos, estudante da Escola Santa Maria 404, participou da manifestação e acredita que a ação ajudará a agilizar o processo de tramitação. “Acredito que vamos ter um resultado positivo e, independentemente de qualquer coisa, é importante lutar pelos direitos”, afirma estudante, que faz parte do movimento União da Juventude Socialista (UJS).

Daniel Iliescu conta que na reunião que teve com relator do processo, o deputado Carlos Zarattini, conseguiu o que, para ele, representa mais uma conquista. “O deputado resolveu incluir no relatório, que será apresentado na próxima terça-feira (6/11), a proposta de que pelo menos 50% do fundo social do pré-sal seja destinado à educação”, diz o presidente da UNE.

A presidente da UBES, Manuela Braga, avalia as propostas da luta como uma real possibilidade de melhoria para a educação. “O governo sempre questiona de onde vai tirar dinheiro para investir na educação, agora, só precisa reverter a riqueza gerada pelo petróleo em educação e cultura e, assim, diminuir a desigualdade social”, defende. De acordo com a presidente, o investimento dos royalties na educação é uma fonte de recursos que contribuirá para impulsionar a destinação de 10% do PIB para educação.

Geovanny Sousa, 21 anos, é aluno da Universidade Católica de Brasília e participa do movimento estudantil Kizomba. Para ele, investir 100% dos royalties da exploração do petróleo brasileiro em educação é a melhor forma de o Brasil garantir a geração de renda no futuro. Além disso, ela avalia o resultado da manifestação como positivo. “Mostramos nossa posição como estudantes, e foi o primeiro passo na busca dos resultados”, explica.

Segundo Iliescu, o ato foi vitorioso e representou o pontapé inicial de ações que propagaram por todo o Brasil. “Demos o nosso recado aos parlamentares, demos visibilidade ao nosso ponto de vista a população e fizemos um chamado para expansão do movimento”, declara o presidente da UNE.
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