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Índice de reprovação é alto e faltam creches na rede pública do DF

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postado em 03/10/2013 14:21 / atualizado em 03/10/2013 15:03

Manoela Alcântara , Gizella Rodrigues

Daniel Ferreira/CB/D.A Press
A situação da educação no Distrito Federal enfrenta uma crise. No ensino médio, os índices de reprovação e de evasão estão altos. A distorção idade-série chega a 35,5%. Para os pequenos, de até 3 anos, faltam creches. Hoje, 76,9% da população dessa faixa etária não têm cobertura na rede pública. De positivo, existem os dados sobre o ensino fundamental. A nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é maior do que a nacional — 5,7 no DF, em 2011, contra 5 no Brasil— e todas as metas foram alcançadas. A reprovação é menor do que os 22,6% do ensino médio e alcança 13,3%. Mas está aquém dos níveis internacionais exigidos de, no máximo, 3%.

Os números aparecem na pesquisa Educação Básica no Distrito Federal — Uma visão do Ideb, divulgada ontem pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan). Os dados mostram que, das 31 regiões administrativas, 16 não contam com Centros de Educação Infantil, que atendem crianças de 4 e 5 anos. Se o assunto é creche, a situação piora. Há, hoje, só uma instituição pública desse tipo, o CEI 1 de Brasília. O secretário de Educação, Marcelo Aguiar, porém, ressalta que quer inaugurar, em 2014, 50 Centros de Educação da Primeira Infância e, no fim do ano, mais 60. “Serão 111 para atender as RAs historicamente descobertas.”

O ensino fundamental do DF, ao ser comparado com o privado, tem diferença de 1.4 pontos na nota do Ideb. Quanto ao ensino médio, percebe-se uma distância maior, de 3.7. No fundamental, o índice de distorção idade-série chega a 21,7%. O desestímulo, a falta de atualização, a pouca manutenção são algumas das justificativas para o alto percentual de alunos com idade superior à recomendada no ensino médio.

Prestes a completar 16 anos, Leonardo Rezende, cursa o 1º ano do ensino médio. Ele reprovou a 8ª série e considera o desinteresse como um dos fatores principais para estar atrasado em relação aos colegas. “Onde eu estudava, o professor entrava, explicava a matéria sempre do mesmo jeito e não trazia o aluno para participar. Eu faltava, não prestava atenção e reprovei”, disse o estudante do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, na 908 Sul.

Entre as opções para sanar o problema, estão os incentivos. “Vamos criar condições para que as famílias mantenham os filhos nas escolas. A primeira tarefa é fornecer o Cartão Material Escolar. Outra é retomar o programa Poupança Escola”, frisou o secretário. A caderneta consiste em um depósito mensal em nome do estudante, com a possibilidade de saque após a conclusão do 3º ano, sem nenhuma reprovação.

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