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O segredo das particulares

As escolas em boa posição no Enem têm em comum o investimento no corpo docente e em projetos pedagógicos específicos

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postado em 27/11/2013 12:00 / atualizado em 27/11/2013 13:15

Manoela Alcântara , Grasielle Castro /Correio Braziliense

Daniel Ferreira
Em todo o país as escolas particulares saíram na frente no ranking elaborado a partir da prova do Exame Nacional do Ensino Médio, realizada em 2012. A melhor instituição de ensino do Brasil está em Minas Gerais e é paga. A Bernoulli, localizada em Belo Horizonte, atingiu a marca de 722,15 na média geral, divulgada ontem pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). No Distrito Federal, o primeiro lugar a partir da soma das notas nas provas objetivas ficou com o Galois. O colégio chegou aos 654,86 pontos e subiu duas posições no ranking das privadas na capital, em comparação com o ano passado — em âmbito nacional aparece em 77º lugar.

Entre as apostas para figurar nos primeiros lugares estão o investimento no corpo docente; na infraestrutura das instituições de ensino; em projetos pedagógicos próprios, com metas específicas; e no material pedagógico produzido pelos professores que ministram as aulas. No Galois, um trabalho voltado para o Enem dentro de sala de aula fez a diferença. “Enquanto todos os outros colégios trabalhavam para o vestibular tradicional da Universidade de Brasília (UnB), nós já havíamos voltado o enfoque para o exame. A estratégia é diferente”, afirma o coordenador de pré-vestibular da escola, Paulo Perez. A UnB só adotou o Enem como processo em 2013. O vestibular tradicional do início do ano foi substituído pelo certame.

Para suprir as necessidades dos alunos existem professores responsáveis por fazer o atendimento no turno contrário das aulas: uma das táticas responsáveis por dar mais confiança a Matheus Sanches, 19 anos, na prova do ano passado. “Os monitores e os plantões dos professores não nos deixam protelar a dúvida para o dia seguinte. Sempre tinha alguém disponível”, contou o estudante, que aspira uma vaga para medicina. Para estudar no Galois, os estudantes pagam uma mensalidade de R$ 1.990 (valor já reajustado para 2014).

O segundo lugar do Enem no DF tem um preço pouco menor. Por R$ 1.683 é possível matricular-se no Pódion. Em dois anos como participante do certame, mantém a vice-liderança. No caso da instituição, localizada na 712 Norte, a carga horária ampliada é um dos diferenciais. São 45 horas semanais, ao contrário das 33 horas adotadas pela maioria das instituições do DF. “Fizemos uma pesquisa em outros locais que tinham sucesso na avaliação pelo país. Percebemos que o resultado só vem com o trabalho”, afirma o diretor do Pódion, Ismael Xavier. Antes de serem matriculados no Pódion, os alunos passam por uma entrevista para saber se aceitam o sistema. Eles estudam de manhã, de segunda a sexta-feira, e duas vezes à tarde. Simulados são aplicados nos fins de semana.

O objetivo da escola é ficar entre as 20 primeiras do Brasil. A aposta é que a primeira leva de pessoas formadas exclusivamente por eles tenham melhor desempenho no certame e que a adesão da UnB os estimule. Maria Eduarda Proença, 17 anos, está nesse grupo. “Sempre aprofundamos o conteúdo no contraturno. Os exercícios e os simulados me ajudam a fixar o conteúdo. Acredito que isso me fez ter bom desempenho no Enem”, disse a estudante do 3º ano, que pretende cursar engenharia civil na UnB.

Redação

Com três unidades no top 10 do DF — na 6ª, 8ª e 9ª posição —, o Leonardo da Vinci aposta na formação do corpo docente, com professores com mestrado e especialização, e na prática, com aplicação constante de testes e simulados. Além da boa colocação, a escola se destacou pela redação. No ranking das melhores notas na redação, a escola ficou em terceiro, quinto e sexto lugares.

Estreante no ranking das 10 melhores, o Candanguinho aparece na 7ª colocação. A orientadora educacional atribui a ascensão ao tratamento individualizado que o aluno tem. São entre 20 e 25 estudante por turma. O Sigma, com as unidades das asas Norte e Sul em 3º e 4º lugar, respectivamente, lança a tecnologia, o investimento no corpo docente e o projeto pedagógico com metas definidas como responsáveis pela colocação.

O que oferecem

Confira as principais características das escolas particulares do Distrito Federal que ficaram nas primeiras colocações do Enem

» Corpo docente com formação além da graduação.
Eles variam entre especialistas, mestres e doutores

» Projeto pedagógico voltado para a difusão de valores,
o conteúdo é direcionado para a formação cidadã

» Trabalho de vanguarda. Iniciação do conteúdo e metodologia
para a prova do Enem mesmo antes da adoção da Universidade
de Brasília (UnB) ao certame

» Investimento em infraestrutura

» Aplicação do conteúdo dentro de sala de aula de forma interativa,
com o uso de novas tecnologias, como o tablet

» Carga horária estendida, em alguns casos

» Aplicação de simulados, fixação do conteúdo por meio de exercícios

» Orientação e reforço escolar no contraturno

» Material pedagógico próprio
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