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Correio Braziliense

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Mais de 600 estudantes vão participar de torneio de robótica no DF

Os alunos dos ensinos fundamental e médio representam 14 unidades da federação

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postado em 18/02/2014 11:52 / atualizado em 18/02/2014 12:25

Estudantes de 14 unidades da federação desembarcam no DF nesta sexta-feira (21) para a etapa nacional do torneio de robótica First Lego League, que ocorre até 23 de fevereiro no Sesi de Taguatinga. Vão participar do torneio 600 estudantes de 9 a 15 anos.

O programa encoraja estudantes dos ensinos fundamental e médio a se envolverem com ciência e tecnologia de forma mais divertida e prática e até estimular o envolvimento com profissões da área futuramente. “É uma geração de 'nativos digitais', que já lida com a tecnologia tranquilamente. O torneio faz com que eles mudem do lugar de consumidores para desenvolvedores daquilo que eles gostam”, comenta o o professor de tecnologia e robótica Danilo Yoneshige, do Colégio Dante Alighieri (SP).

Ascom/ Colégio Dante Alighieri (SP)
Na etapa regional, as equipes foram indicadas pelas escolas. Os vencedores representarão o estado na competição nacional. Ao todo, são 60 equipes, de 13 estados do país - AM, BA, DF, ES, GO, MG, PE, PR, RS, SC, SE, SP e TO. O Distrito Federal será representado por duas equipes do Sesi do Gama. Natanael Dutra Andrade, 13 anos, está em uma das equipes e teve a primeira oportunidade de conhecer mais sobre robótica. “Foi mais difícil no começo, principalmente para fazer a programação. Tive que estudar mais e falar muito com os professores”, conta. A equipe dele desenvolveu equipamentos especiais para o robô que será usado. “Instalamos proteções laterais e sensores de distância, luz, toque e som.”

A estudante Ana Carolina Queiroz, 15 anos, e sua equipe foram uma das equipes vencedoras em São Paulo. “Nosso robô é muito robusto e tem três garras diferentes, que podem ser trocadas no tapete da competição”, explica. Ela conta que está envolvida com robótica desde pequena e, apesar de ser a única menina na equipe, sempre foi bem-vinda. “Se estamos aqui é porque somos todos competentes”, declara. É a terceira vez que participa do evento, mas a primeira vez que vai para a competição nacional. “É um jeito de conhecer novas pessoas e inovar”, conclui.

Cada time, de 10 estudantes, recebe um kit de peças da tecnologia Lego para montar e programar robôs que possam solucionar problemas envolvidos com um tema especial. Este ano, os obstáculos simulam desastres naturais, como deslizamento de terra, inundação, tsunami e incêndios naturais. No primeiro round, as duas equipes dispõe os robôs de Lego criados por cada uma sobre a mesa. A máquina terá que passar por vários obstáculos até chegar à linha vermelha.
Os times competem três vezes na arena oficial e cada partida tem 2,5 minutos. “Eles trabalham com temas que não são normalmente discutidos nessa faixa etária, por meio da tecnologia”, destaca Yoneshige. Ele acrescenta que é possível desenvolver outras habilidades, como a criatividade, o trabalho em equipe e a competitividade.

Luis Felipe Vicentini, 14 anos, -- também de São Paulo--  é novato no torneio. Ele está no 9º ano e, apesar de estudar robótica desde o 2º ano, teve muitos desafios. “Difícil, foi. Mas foi bem divertido. Tivemos que remontar o robô uma vez porque ele caiu”, conta. Ele pretende ser classificado para a disputa mundial. As cinco equipes selecionadas vão participar do First Lego League nos Estados Unidos, Canadá e Espanha, ainda sem data definida.

História
Anualmente, cerca de 200 mil crianças e jovens de 70 países criam robôs feitos de peças Lego para participar da competição. O evento ocorre desde 2004 e foi idealizado pela organização americana First (For Inspiration and Recognition of Science and Technology), com parceria da empresa Lego. No Brasil, é realizado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) e pelo Instituto Aprender Fazendo.
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