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Simulação da ONU incetiva estudantes a debaterem questões internacionais

O evento ocorre até sábado (31/5) no Centro Educacional Leonardo da Vinci

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postado em 30/05/2014 20:18 / atualizado em 30/05/2014 20:34

Elis Tanajura/Esp. CB/D.A Press
O Centro Educacional Leonardo da Vinci, em Brasília (DF), promove até sábado (31/5) a ONUVinci, atividade que simula o funcionamento da Organização das Nações Unidas (ONU). No evento, participam 486 estudantes de 8º e 9º do ensino fundamental, do 1º ao 3º ano do ensino médio e ex-alunos da instituição. Os estudantes são divididos em grupos cujo funcionamento é inspirado no da ONU, a exemplo dos Conselhos de Segurança e de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento.

Na simulação, os estudantes do nível fundamental representam duas discussões no Conselho de Segurança das Nações Unidas, uma sobre %u201COs povos sem Estado%u201D e a outra sobre %u201CA Primavera Árabe: desdobramentos no Egito e na Síria%u201D. O aluno do 9º ano Giovanni Cavalcanti, 14 anos, simulou a delegação da China no debate sobre a Primavera Árabe. Para ele, a atividade serviu para adquirir conhecimento. %u201CEstudei, principalmente, as medidas econômicas, a situação política do país e questões da atualidade. Achei muito interessante, porque podemos pensar questões atuais a partir de um ponto de vista de um local, uma cultura%u201D, diz.

Além do Conselho de Segurança das Nações Unidas, os estudantes do nível médio também simulam o Conselho de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CCTD). Na discussão sobre %u201CEspionagem governamental em civis%u201D, a aluna do 3º ano Karina Miller, 17 anos, representou a Indonésia. A jovem pesquisou sobre o país no site da embaixada e visitou sites de agências de notícias internacionais e do WikiLeaks para entender sobre o tema. Para Karina, a simulação serve como preparação para o seu futuro profissional. %u201CQuero ser diplomata, então a ONUVinci é uma experiência útil para mim. Além disso, estamos aprendendo de forma mais divertida do que se estivéssemos em aula%u201D, afirma. Outra estudante do 3º ano presente no debate foi Bruna Mustefaga, 17 anos. Ela representou a Noruega. Apesar da simulação não ser exatamente o que ela espera da sua futura profissão, Bruna acredita que a atividade traz vantagens como aprender a negociar e melhorar a oratória. %u201CEu quero seguir carreira na área empresarial, mas a simulação é boa porque desenvolve nossa capacidade de negociar, argumentar, defender um ponto de vista e até mesmo ajuda a pensar como nos posicionar perante ao outro%u201D, afirma.

Elis Tanajura/Esp. CB/D.A Press
Há ainda simulação do Banco Mundial, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal (STF). A estudante do 2º ano Raquel Peres, 16 anos, representou uma deputada do PV-BA. Segundo a jovem, as discussões seguem as visões de cada partido. %u201CA minha posição no debate se baseia no que vejo no Congresso, mas com melhorias, retirando o que não acho bom no partido%u201D, diz. A aluna do 3º ano Camila Santos, 17 anos, representou uma deputada do PSDB-GO. Essa é a sua oitava simulação. %u201CContinuo participando de eventos como esse, pois são úteis para ter conhecimento do que acontece no país e, até mesmo, escolher melhor os políticos, já que esse ano vou poder votar%u201D, comenta.

Futuros jornalistas também têm espaço na ONUVinci. Há uma agência de comunicação em que estudantes do ensino médio apuram e fazem matérias sobre o evento. Cada dupla, é responsável por fazer uma reportagem sobre um comitê. Os alunos preparam três edições impressas e fornecem conteúdo para redes sociais. Emilly Ramos, 17 anos, é estudante do 3º ano e desde o início do ensino médio participa de simulações. %u201CDecidi fazer comunicação social. Ainda estou em dúvida entre publicidade ou jornalismo, mas é provável que escolha jornalismo, por que gosto de apurar e investigar. Aqui na agência dá para ter uma boa ideia de como é a correria da profissão, com pouco tempo para escrever e limite de caracteres%u201D, diz.

Jovens do ensino médio são orientados por estudantes e especialistas nas áreas internacionais
A estudante de jornalismo da Universidade de Brasília (UnB) Ana Carolina, 20 anos, é a editora-chefe da agência de comunicação. Ex-aluna do Centro Educacional Leonardo da Vinci, ela participou de simulações como repórter e, agora, usa sua experiência para guiar os estudantes. %u201CJá fiz parte de seis simulações como diretora. Temos um contato legal com o jornalismo, corrigindo textos, diagramando e auxiliando os alunos%u201D, afirma.

Emiliano Amorim, secretário-geral da Internationali, empresa que organiza o evento, explica que os estudantes que mais se destacarem na ONUVinci serão selecionados para uma simulação com outras escolas do DF e podem concorrer também no Modelo Internacional do Brasil (MIB), que reúne, nacionalmente, os melhores estudantes nas simulações.

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