Estudantes do IFB restaurarão mobiliário do Palácio do Itamaraty

Os móveis selecionados fazem parte da exposição dos 50 anos da sede do Ministério das Relações Exteriores

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postado em 10/02/2017 14:05 / atualizado em 10/02/2017 14:09

Renata Monteiro/Divulgação

 

Os alunos dos cursos técnico em móveis e técnico em design de móveis do Instituto Federal de Brasília (IFB) — câmpus Samambaia serão responsáveis pela restauração do mobiliário do Palácio do Itamaraty, segundo acordo firmado na última quarta-feira (8). A turma de 20 alunos participará do projeto Oficina-Escola de Restauro do Mobiliário Moderno de Brasília.

O início das atividades está previsto para o mês de abril. A primeira etapa do processo será a restauração de mesas concebidas por Sérgio Rodrigues e Bernardo Figueiredo, para compor um projeto piloto de exposição na comemoração dos 50 anos do Palácio do Itamaraty.

O projeto é uma iniciativa dos professores do IFB em colaboração com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Distrito Federal (Iphan DF) e o Ministério das Relações Exteriores.  “A ideia da parceria surgiu pela necessidade de capacitação dos alunos para conservação e restauro do mobiliário moderno de Brasília”, como explica a coordenadora do curso de mobiliário do IFB, Fernanda Torres.

Os estudantes foram escolhidos por causa da cooperação entre o Instituto e o Iphan DF, que existe desde 2016. Os alunos do IFB realizaram a restauração de mesas e cadeiras para a biblioteca do Ministério do Meio Ambiente em parceria com a Universidade de Brasília no ano passado. Para realizar as atividades, os estudantes receberam capacitação durante o curso, na disciplina específica de restauração, e contarão com oficinas periódicas sobre o tema.

Deocleciano Augusto Vicente, 49, é um dos estudantes da equipe e também compôs o grupo da iniciativa no ano passado. As expectativas dele com o projeto são as melhores possíveis. “Esperamos que o mobiliário fique tão belo quanto quando ele foi concebido e queremos preservar a riqueza dos materiais tipicamente brasileiros utilizados”, afirma Augusto.

“É uma oportunidade muito grande, para nós alunos, fazer parte de um projeto dessa magnitude. Participar da restauração de móveis de artistas consagrados como Sérgio Rodrigues e Bernardo Figueiredo é um privilégio para quem está aprendendo”, completa.