Pesquisa do IBGE mostra que curso técnico aumenta renda em 18%

Dados mostram que ter um ensino técnico é mais lucrativo. No Centro-Oeste, a projeção pode chegar a 21,4%

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postado em 29/09/2017 14:56

Mayara Subtil
Especial para o Correio

Ter um curso técnico pode aumentar em mais de 20% a renda de moradores no Centro-Oeste. É o que mostra pesquisa divulgada na manhã desta sexta-feira (29) pelo Centro de Treinamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2014. Em todo o país, em média, a renda do trabalhador aumenta 18% com essa qualificação. O levantamento é em relação a pessoas que tenham estudado até o ensino médio.

O estudo, realizado pelo professor Gustavo Gonzaga, do Departamento de Economia da PUC-RJ, comparou os rendimentos de trabalhadores que optaram ao ensino técnico com os que fizeram o ensino formal. O curso técnico é uma modalidade de educação profissional para quem está matriculado ou concluiu o ensino médio. Dura, em média, um ano e meio, mas pode chegar a três anos. Ao final do curso, se obtém o diploma de profissional técnico.

Wanderson Coimbra, 21 anos, morador da Estrutural, sonha em trabalhar na parte de engessamento na construção civil. Incentivado pelo pai, Carlos Coimbra, 50, pedreiro há 15 anos, o jovem viu que, com um curso técnico, conseguiria colocar em prática o que conhece desde os 6 anos de idade. "Eu e meu pai somos muito unidos. Nós que reformamos a nossa casa, pois era só um barraco de madeira. Quero sair daqui com o diploma e deixar meu pai orgulhoso", relata, emocionado.

Para Rafael Lucchesi, diretor-geral do Senai, o estudo demonstrou que o curso técnico faz diferença no currículo dos jovens. “É o caminho mais rápido para a inserção qualificada do jovem no mundo do trabalho, além de uma boa opção ao trabalhador que está desempregado e que busca entrar novamente no mercado”, explica.