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UnB pode levar até o final de 2013 para normalizar calendário pós-greve

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postado em 27/08/2012 16:27 / atualizado em 27/08/2012 16:43

O calendário de reposição das aulas na Universidade de Brasília (UnB), suspensas em maio, quando os professores iniciaram uma greve, será definido na próxima quinta-feira (30), durante reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da instituição. O órgão é responsável por deliberar sobre o assunto.

O decano de Ensino de Graduação, José Américo Garcia, estima que o calendário da universidade só estará normalizado no fim de 2013. Na proposta que vai apresentar ao Cepe, o período de reposição dos dias parados vai de 20 de agosto, quando parte dos professores retomou as atividades, a 6 de outubro. Ele garantiu que, nesse período, será possível concluir o conteúdo do semestre interrompido.

Na sexta-feira (24), os professores da instituição decidiram, em assembleia, encerrar a paralisação. Uma semana antes, em outra assembleia, a categoria já havia decidido retomar as atividades, mas o resultado foi contestado. Apesar disso, o fim da greve está sendo considerado pelo retorno desses primeiros professores às aulas.

“Vamos considerar 20 de agosto como data de início, para respeitar aqueles professores que já voltaram às salas na semana passada. Ficaram faltando, para fechar o semestre, sete semanas, e é o que vamos ter de acordo com o novo cronograma”, afirmou o decano.

Ainda de acordo com Garcia, o segundo semestre de 2012 compreenderia o período de 22 de outubro a 8 de março, com interrupção entre 20 de dezembro e 7 de janeiro para as festas de fim de ano.

Já em 2013, pela proposta que será submetida à avaliação do Cepe, as aulas teriam início em 1º de abril e se estenderiam a 27 de julho, com a conclusão do primeiro semestre; e de 19 de agosto a 20 de dezembro, quando seria encerrado o segundo semestre.

O decano da UnB acredita que a sugestão será aceita, mas admitiu fazer ajustes, caso sejam necessários. Ele também enfatizou que nas próximas semanas os professores terão que avaliar o ânimo dos alunos e trabalhar para estimular a retomada do interesse. “A gente vai ter que ver como está o ânimo dos alunos para deixar a aula mais atrativa, porque três meses [sem aulas] dispersa [o interesse deles]”, disse.

Foi o que percebeu a estudante de biologia, Thaís Ellen, de 22 anos, neste retorno à universidade. Segundo ela, que cursa o sexto semestre, embora os professores estejam trabalhando normalmente, os alunos ainda não estão “climatizados com a volta às aulas” e a sala ainda está vazia.

“A greve atrapalha a continuidade dos estudos, [porque] a rotina foi interrompida e a gente perde o fio da meada. Aí tem que reaprender o que aprendeu, mas dá para superar”, disse a jovem.

Prestes a se formar, Felipe Antunes, de 23 anos, estudante de ciências contábeis, acredita que, com a reposição das aulas, concluirá o curso até o final do ano. “Acho que não vou ficar prejudicado, porque meus professores adiantaram o conteúdo antes de entrar em greve e  vão repor as aulas no mês de agosto”, estimou.

Ao contrário do que se imagina, Felipe disse que seu curso não foi atrasado pela sucessão de greves das universidades públicas. O transtorno maior, para ele, é a mudança de data das férias. “Já peguei três greves e nunca fiquei prejudicado, estou me formando no tempo certo”, contou o estudante. Ele aproveitou o período sem aulas para estudar para concurso.

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