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Correio Braziliense

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Alunos de Saúde Coletiva da FCE divulgam Doença Falciforme no DF

Formandos do campus Ceilândia apresentaram relatório final do estágio supervisionado sobre a patologia. Instituições parceiras e comunidade da UnB prestigiaram as apresentações

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postado em 29/07/2013 16:18 / atualizado em 29/07/2013 16:26

Agência UnB

Emilia Silberstein/UnB Agência
O I Cadastramento de Doença Falciforme do DF contou com o apoio de um grupo de formandos da Faculdade UnB Ceilândia (FCE), que elegeu o trabalho de divulgação da iniciativa do governo do Distrito Federal como matéria do estágio de conclusão do curso de Saúde Coletiva. A apresentação do relatório dos alunos ocorreu na tarde da última segunda-feira (22), no Salão de Atos da Reitoria. "Esse é o final de mais uma etapa de lutas em prol do esclarecimento sobre a doença. É reflexo de parcerias bem-sucedidas, que se encaminham para desdobramentos em muitas outras ações de ensino, pesquisa e extensão na temática de gênero, raça e etnia, com ênfase em saúde e qualidade de vida", afirmou a professora Inez Montagner, diretora de Desenvolvimento e Integração Regional do Decanato de Extensão (DEX) e orientadora do estágio.  

A Doença Falciforme é uma alteração genética caracterizada pela presença de um tipo anormal do pigmento Hemoglobina, a chamada Hemoglobina S, que faz com que as hemácias adquiram formato de foice (daí o nome falciforme). Os sintomas mais comuns são anemia crônica, icterícia (cor amarelada na pele e mais visível "no branco dos olhos"), inchaços dolorosos na região dos punhos e tornozelos, além de dores em ossos, músculos e articulações.

O relatório, que reuniu dados de seis meses de trabalho, incluiu a descrição da Doença Falciforme; as dificuldades e avanços do trabalho; os produtos desenvolvidos (um site e um artigo);  além de ações de divulgação do cadastramento realizadas na Praça do Relógio, em Taguatinga, e na Rodoviária do Plano Piloto. Durante a apresentação, os estudantes referiram-se à experiência como uma "excelente oportunidade de aliar conhecimento e prática e de conhecer de perto uma realidade social distinta e estigmatizada". O grupo é composto por Daiane Silva, Danielle Lustosa, Flávia Oliveira, Gisele Santos, Giuvana Sousa, Laís Oliveira, Nathani Amorim, Paulo Silva, Sérgio Sousa e Tássio Castro. Na ocasião, a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (SEPIR-DF) entregou aos alunos certificados de participação na campanha do GDF.

O I Cadastramento de Doença Falciforme do DF é uma ação inédita, implementada pelo programa Saúde Para todos do Governo do Distrito Federal em junho deste ano, coordenada pela Fundação Hemocentro de Brasília (FHB). A iniciativa foi fruto de articulações entre a Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme (Abradfal), a Universidade de Brasília, a SEPIR-DF e a FHB.

PARTICIPAÇÕES
A estudante de mestrado e representante da Abradfal Luana Carolina Martins apresentou relato sobre sua própria experiência como pessoa com doença falciforme e enfatizou a necessidade de esclarecimento dos profissionais de saúde sobre a enfermidade, para que possam saber lidar com suas particularidades. "Depois de cem anos do diagnóstico da doença, ainda temos que conviver com preconceitos e estigmas", disse. “A informação pode ser a diferença entre a vida e a morte", completou Luana.

O secretário Viridiano Custódio, da SEPIR-DF, parabenizou os estudantes e destacou o vanguardismo da UnB em formar cidadãos conscientes e comprometidos com a realidade social.  Ele também afirmou esperar que, no futuro, cada região administrativa do DF possa contar com profissionais capacitados no atendimento à Doença Falciforme e que o atendimento médico passe a ser permanente e "não somente quando o doente estiver em crise".

O diretor executivo do Hemocentro de Brasília, José Antonio Vilaça, ao parabenizar os estudantes e avaliar a ação conjunta, afirmou que a “extensão universitária da UnB está atuando dentro da verdadeira concepção sonhada por Darcy Ribeiro”. Vilaça ressaltou que a iniciativa contribui para a consolidação de uma política de atenção integral à saúde dos pacientes com Doença Falciforme no DF. A professora Thérèse Hofmann, decana de Extensão da UnB, parabenizou os estudantes e os parceiros presentes. "A extensão universitário tem papel fundamental para integrar e influir no desenvolvimento social.”   
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