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Veto a protesto na Esplanada

Estudantes da Universidade Gama Filho foram retirados à força de acampamento próximo ao Palácio do Planalto. Alunos estavam no local para pedir a federalização da instituição

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postado em 21/01/2014 11:17 / atualizado em 21/01/2014 15:45

Leandro Kleber

Brenoi Fortes
Os protestos dos estudantes daUniversidade Gama Filho, em Brasília, descredenciada pelo Ministério da Educação (MEC) na última semana, resultaram em tumulto e prisão, ontem, em frente ao estacionamento do Palácio do Planalto. Acampados no local que pertence à área do Congresso Nacional desde a quarta-feira, um grupo de 13 pessoas acabou detido pelas polícias Legislativa e Militar. De acordo com informações do Senado, eles ofereceram resistência no início da noite quando policiais foram ao local apreender o material do acampamento. Eles se basearam em ato conjunto dos presidentes da Câmara e do Senado, de 2001, que veda “a edificação de construções móveis , tendas ou similares na área compreendida entre o gramado e o meio-fio anterior da via de ligação das pistas Sul e Norte do Eixo Monumental”.

Os 13 estudantes responderão judicialmente por desacato. Na noite de ontem, eles prestaram depoimento na polícia do Senado. Depois, fariam exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal. O grupo responderá em liberdade. Ao ver a movimentação da polícia, os alunos juntaram todo o material do acampamento e se sentaram nele, na tentativa de evitar que os policiais o retirasse. Os militares, então, efetuaram as prisões. Os agentes legislativos disseram que vinham negociando a retirada do acampamento desde a semana passada e que o prazo chegou ao fim no começo da noite de ontem. Os estudantes reclamaram da truculência, mas não houve feridos. Enquanto prestavam depoimento, mandaram avisar às famílias  que “estava tudo bem”.

 

Reivindicação
Os estudantes pedem a federalização da Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), que também foi descredenciado pelo MEC, ambas do Rio de Janeiro. A estudante do oitavo semestre de medicina da Gama Filho Laiany Nascimento disse que o objetivo do acampamento é “criar um diálogo com a presidente Dilma Rousseff”. Ela não estava no momento da confusão porque foi tomar banho em um banheiro da Rodoviária e comprar alguns itens para o grupo. “Não vi nada. Só sei que eles estão bem”, declarou. Laiany nega que a polícia tenha dado uma data para que eles saíssem do local.

Os alunos avaliam que a transferência assistida prometida pelo ministério não dará certo no caso da Gama Filho, principalmente porque o contingente de alunos da instituição de ensino é grande. De acordo com a pasta, a universidade foi descredenciada pela baixa qualidade acadêmica, o grave comprometimento da situação econômico-financeira e a falta de um plano viável para superar os problemas.

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