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Servidores técnico administrativos desocupam prédio da reitoria

Categoria tem reunião marcado com o reitor na próxima sexta-feira, às 15h

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postado em 01/04/2014 19:28

Mariana Niederauer

Os servidores técnico administrativos da Universidade de Brasília (UnB) já desocuparam o prédio da reitoria, onde organizaram protesto na manhã desta terça-feira (1º). A categoria deflagrou greve no início da última semana. Os manifestantes deixaram o prédio depois de conversarem com representantes da reitoria e marcarem encontro com o reitor, Ivan Camargo, na próxima sexta-feira (4), às 15h.

“Esperamos que a reitoria se sensibilize com a manifestação e que ocorram avanços pelo menos na pauta interna”, afirma Mauro Mendes, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub). Segundo ele, mais de 70% dos servidores da instituição aderiram à paralisação até o momento, incluindo os que trabalham no câmpus de Planaltina. Os servidores reivindicam, entre outros pontos, jornada de trabalho de 30 horas sem obrigatoriedade do ponto eletrônico e são contra a contratação de trabalhadores terceirizados.

Em todo o país, 35 entidades de base aderiram à greve nacional, deflagrada em 17 de abril, de acordo com a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). Esse número corresponde a mais de 40 universidades federais, segundo p coordenador de políticas sociais e de gênero da federação, Diego Gonçalves.

A entidade encaminhou um pedido de audiência ao governo na semana passada e aguarda retorno. Na pauta nacional estão questões de aprimoramento da carreira, de democratização e a reivindicação de jornada de trabalho com turnos contínuos — seis horas de trabalho por dia, completando 30 horas semanais.

Nestas segunda e terça-feiras, a categoria organizou eventos em diversas universidades pelo país para pedir maior democratização dessas instituições, em alusão à data que simboliza os 50 anos do golpe de 1964. Para Gonçalves, as universidades ainda priorizam os docentes nas esferas de decisão. “Infelizmente, os técnicos administrativos e estudantes ainda participam muito pouco das decisões e dos espaços de poder da universidade”, afirma ele, que lembra que nem sempre há paridade na escolha do reitor, por exemplo.
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