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Liminares garantem vagas para 25 alunos

Cespe divulga novo edital para a Escola Superior de Ciências da Saúde. Estudantes que tiveram as notas da prova de redação trocadas vão continuar no curso por decisão judicial

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postado em 17/04/2014 10:29 / atualizado em 17/04/2014 13:48

Maryna Lacerda

Breno Fortes

Estão confirmadas as matrículas dos estudantes que tiveram as notas da prova de redação trocadas no vestibular 2014 da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs). Na segunda-feira, a instituição divulgou novo edital de convocação dos aprovados — o terceiro em dois meses —, em que constam os nomes dos candidatos que recorreram da cassação das vagas nos cursos de medicina e enfermagem (leia Entenda o caso). Na próxima semana, o registro na faculdade será homologado, depois de muito desgaste e disputa judicial. Vinte e cinco alunos, de um total de 58, recorreram a liminares e asseguraram o direito de cursar a graduação.

Há 15 dias, todos os que tiveram deferimento favorável da Justiça pela manutenção da aprovação receberam um comunicado, via telegrama, da Escs. No documento, a faculdade afirmava o cumprimento da determinação judicial até que o processo seja julgado, o que pode demorar anos. Assim, foram concedidas apenas as liminares individuais. A ação coletiva aberta por 33 estudantes foi retirada pela Defensoria Pública, uma vez que a iniciativa descaracterizava a natureza do pedido. Durante o imbróglio, as aulas do primeiro semestre de ambos os cursos foram suspensas.

Ainda que tenha garantido o direito de estudar na Escs, Naiana Magalhães Coelho, 28 anos, considera que o desgaste fez com que o sonho de ingressar na faculdade perdesse um pouco do brilho. “Estou esperando as aulas começarem para ver se o encanto volta”, lamenta, sem esconder o cansaço. Para ela, o esforço foi significativo. “Queria que as coisas se resolvessem administrativamente, sem que tivéssemos que recorrer à Justiça. Agora, estou mais calma.”

Depois de toda a confusão, o aprovado em medicina Eduardo Sales, 20 anos, pretende superar os maus momentos e seguir a carreira do pai, dos tios e dos primos. “Quero cursar a faculdade e seguir os passos da minha família. Fiquei desestimulado no início”, garante. Para ele, o entendimento judicial foi acertado. “Alguém tem que arcar com o erro, mas não é justo que os alunos paguem por ele.” O Cespe informou que uma sindicância investigará a responsabilidade pelo problema de mascaramento da identidade dos candidatos.

Entenda o caso

Relação errada


Um erro no sistema do Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) relacionou incorretamente o nome dos candidatos ao vestibular 2014 para medicina e enfermagem da Escs. Uma lista de 160 aprovados no concurso foi divulgada em 11 de fevereiro. Um mês depois, verificou-se a falha na correção, e os resultados foram revistos. As 58 pessoas que foram substituídas, em 20 de março, recorreram ao Judiciário.

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