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Ex-aluna do CMB é aceita na Universidade de Yale com bolsa integral

Nathalya embarca em agosto para estudar engenharia mecânica

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postado em 19/01/2015 12:31 / atualizado em 20/01/2015 13:49

Ana Paula Lisboa

Arquivo pessoal
Depois de fazer um curso de verão em junho de 2014 na Universidade de Yale, Nathalya do Nascimento Leite, 18 anos, que terminou o ensino médio no Colégio Militar de Brasília (CMB) no ano passado, garantiu uma vaga para estudar engenharia mecânica na instituição. Nathalya fez o curso de verão após conseguir patrocinadores graças a matérias publicadas no Eu, Estudante. Agora, a jovem passará os próximos quatro anos em Yale com bolsa integral para um curso que custa cerca de U$$ 70 mil por ano. “Meus pais não precisam contribuir em nada, somente com as passagens aéreas. Também ganhei um emprego dentro da universidade, em que terei renda suficiente para morar lá. Também pretendo juntar dinheiro nos próximos sete meses em que estarei no Brasil”, conta.

“A experiência no curso de verão em Yale foi única. Eu estava sempre rodeada por pessoas geniais dispostas a me ajudar. Aprendi uma nova forma de ver e de pensar sobre o mundo, sobre possíveis soluções para problemas de mudanças climáticas e saúde pública. A rotina era muito intensa, de domingo a domingo, das 9h às 21h, mas não era exaustivo. Seminários, palestras, atividades práticas: tudo fazia o dia passar bem rápido e ser divertido”, lembra. Com uma experiência tão rica, Nathalya não teve dúvidas: queria fazer o ensino superior Yale. “Assim que passei pelos portões da universidade, senti que estava em casa. Desejei que as duas semanas passassem devagar para eu aproveitar o máximo de tudo. Quando visitei as instalações, laboratórios, as oportunidades de pesquisa, conheci os professores e a cidade, tive a certeza que era lá que eu gostaria de passar os próximos quatro anos da minha vida”, revela.

A saudade da família e a adaptação num país estrangeiro não a intimidam. “Será um grande desafio! Muito pela língua, pelos costumes e pela comida! Sentirei muita falta de casa, mas percebi que as pessoas em Yale são muito receptivas e atenciosas. Acho que isso tornará a transição mais amena”, observa.

Arquivo pessoal
O passo a passo da provação
Ter feito um curso de verão na Universidade de Yale contou pontos para a aprovação. “Como a seleção para esse curso de verão foi bem criteriosa e Yale é uma universidade de renome mundial, a participação foi um ponto muito positivo no processo de seleção para a graduação nos Estados Unidos.” Outros aspectos também foram importantes, como ótimas notas e participação em atividades extracurriculares. “Para entrar em uma universidade americana, não basta ter boas notas em provas; elas querem saber como é a sua vida e como você é por completo, além de números. Minha aprovação em Yale foi um processo que construí desde o 1º ano do ensino médio”, diz.

“Sempre tive notas excelentes no Colégio Militar, o que contou muito. Tive que mandar três cartas de recomendação de professores e decidi mandar mais uma opcional do meu orientador de Iniciação Científica na Universidade de Brasília. Com certeza elas foram fundamentais. Sempre gostei muito de participar de atividades extracurriculares, o que as universidades americanas valorizam muito”, revela.

Além disso, Nathalya teve que passar pelo Scholastic Aptitude Test (SAT), prova em que respondeu questões sobre inglês, matemática, física e matemática avançada; e pelo Test of English as a Foreign Language (Toefl), em que pedem uma nota mínima de 100 num total de 120. “Comecei a aprender inglês além do básico no meio de 2013 sozinha, então foi complicado estudar para todas essas provas”, admite Nathalya.

Arquivo pessoal
O processo de seleção para universidades custa em torno de R$3.000. “Tudo é muito caro: traduções, livros, inscrições, provas... O Toefl custa mais de R$ 500. Para me ajudar com esses custos, me candidatei a um programa de bolsas da da organização sem fins lucrativos Fundação Estudar: Personal Prep Scholars. Eles me ofereceram esse dinheiro e mentoria durante todo o processo. A ajuda deles foi fundamental.”

Sonhos
Nathalya pretende se especializar em biomecânica e desenvolver próteses mecânicas para deficientes físicos. “Yale tem um laboratório especializado nisso e oferece muitas chances de pesquisa. Eu me interessei por essa área, pois sou voluntária em projetos com deficientes — sou monitora do projeto Pés e ledora no Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais.”

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