Educação

Conselho da USP aprova proposta de sustentabilidade financeira

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postado em 08/03/2017 18:24

O Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (USP) aprovou, em votação, os parâmetros de Sustentabilidade Econômico-Financeira, que estabelece limites para gastos com a folha de pagamento de funcionários. A instituição enfrenta problemas financeiros desde 2014.

 

Com as novas regras, as despesas não poderão ultrapassar 85% dos recursos provenientes do governo estadual. Segundo a universidade, atualmente, tais gastos ultrapassam 100% das receitas, contribuindo para o déficit de cerca de R$ 660 milhões apresentado no ano passado.

 

Segundo a direção da USP, as novas regras começam a valer em 2022. A resolução não impedirá a concessão de reajustes salariais, que ficam atrelados à existência de recursos financeiros. Não haverá demissões de servidores técnicos e administrativos. Serão tomadas também medidas sobre planejamento plurianual e de despesas, além de reserva patrimonial de contingência.

 

Em entrevista ontem (7) à Agência Brasil, o presidente da Associação dos Docentes da USP (Adusp), César Augusto Minto, disse que a proposta da reitoria coloca em risco a qualidade das atividades desempenhadas pela instituição. Para a associação, é preciso buscar mais receitas, já que a entidade cresceu ao longo dos últimos anos sem que houvesse expansão dos recursos destinados a ela e a outras universidades estaduais.

 

Protesto

O debate no conselho, na noite de ontem, durou cerca de quatro horas e foi acompanhado de protesto de funcionários. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os manifestantes arremessaram pedras e paus contra a polícia.

Os policiais revidaram com bombas e balas de borracha. Quatro pessoas foram detidas e encaminhadas ao 93º Distrito Policial. A SSP informou que foram apreendidos rojões. Quatro policiais ficaram feridos.

 

O reitor da USP, Marco Antonio Zago, lamentou o protesto, que classificou como “ação isolada de um grupo radical de cerca de 200 manifestantes que tentou impedir, de forma truculenta, a realização da reunião, e que culminou em confronto com a Polícia Militar”.

 

 

Agência Brasil