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Correio Braziliense

Estudo aponta evolução do Pibic

Programa do CNPq experimenta crescimento no número de bolsistas e avanços consideráveis em igualdade de gênero e de qualificação profissional

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postado em 02/05/2017 19:00 / atualizado em 03/05/2017 15:18

Crescimento, igualdade de gênero e melhor qualificação profissional. Esses são alguns dos pontos de evolução que o Programa de Iniciação Científica (Pibic) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) conseguiu antigir em 12 anos. Os resultados são de pesquisa do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), que avaliou o projeto de 2001 a 2013.

 

Para mensurar o alcance do programa, o CGEE analisou estatísticas e aprofundou o estudo com bolsistas do programa da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O principal ponto observado no estudo é que o número absoluto de bolsas cresceu em todo o país (67%), mas, no geral, a participação relativa caiu no Sudeste e aumentou nas demais regiões. Em 2013, 42% dos bolsistas eram alunos de IES do Sudeste, em seguida, 23% do Nordeste, 19% do Sul; 10% do Centro-Oeste e 6% do Norte. Em 2001, nessa mesma ordem, a participação das regiões era: 47,2%; 21,9%; 18,3%; 7,4% e 5,1%. Apesar do crescimento, a distribuição de bolsas não acompanhou a expansão das matrículas de graduação (+104%) e de pós-graduação ( 116%).

 

 

O estudo também constatou que a experiência propiciada pela bolsa de iniciação científica desperta o interesse dos bolsistas por pesquisa (75,30%) e reforçou a sua escolha profissional (51,30%). O presidente do CGEE, Mariano Laplane, disse que “o mercado de trabalho tem, de alguma forma, reconhecido quem passou pela experiência do Pibic, remunerando esses trabalhadores com salário de até 5% mais alto”.

 

Segundo o estudo, 67% dos bolsistas pretendem cursar a pós-graduação, seja com o mesmo projeto da IC ou com outro projeto. É o caso de Leonardo Lourenço, 23 anos, graduado em Gestão de Saúde Coletiva na Universidade de Brasília. Ele desenvolveu pesquisa com a análise da qualidade de vida de idosos que participam do projeto Universidade do Envelhecer, programa que promove ações de integração entre os idosos. O estudante garante que participar do Pibic reforçou seu interesse pela área de pesquisa. “Minha proposta de mestrado vai abordar o tema da pesquisa na iniciação científica”, disse.

 

A análise mostrou que as mulheres são maioria nas bolsas do Pibic. Em 2001, 55% dos bolsistas do Pibic eram do sexo feminino, índice que passa de 60% em 2013.O estudo também aponta que as alunas passaram a ser maioria em títulos de mestrado e doutorado. Jocemara Viana, 26 anos e estudante de engenharia florestal da UnB, está em seu terceiro Pibic. "É fantástico constatar que as mulheres estão trabalhando mais com pesquisa. É muito bom ver esse tipo de avanço”,observa.


Como participar

O Pibic tem a proposta de incentivar a participação de universitários no espaço de pesquisa. A ação ocorre ao oferecer bolsas (R$ 400 por mês) durante um ano a estudantes que desenvolvem projetos científicos junto a professores das respectivas áreas de estudo.

Cada universidade é responsável em decidir quais projetos receberão auxílio para serem realizados. Assim, interessados que estejam a partir do segundo ano devem entrar em contato com as áreas de pesquisa da instituição em que estuda para maiores informações.

 

*Estagiária sob supervisão de Ana Sá