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Volta às aulas - suplemento especial

Sem sair de casa

Pais começam a aderir à compra de material escolar por meio da internet. Além de trazer conforto e praticidade, o e-commerce faz com que livros e objetos utilizados na sala de aula saiam mais baratos

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postado em 16/01/2015 08:00

Laisa Queiroz /

Claudio Reis/Esp. CB/D.A Press


Todo ano, a saga do material escolar é a mesma. Pais e alunos lotam papelarias durante as férias atrás de mochilas, cadernos e borrachas que agradem às crianças e, ao mesmo tempo, caibam no bolso dos adultos. Cansada dessa missão, a fisioterapeuta urológica Viviane Poubel, 33 anos, decidiu, há três anos, comprar tudo pela web.

“É uma grande economia de tempo, que hoje vale ouro, e não tem o estresse de passar horas nas lojas negociando com as crianças o que levar e enfrentando filas para pagar”, comenta. Além disso, a economia de dinheiro é, muitas vezes, enorme. “Comprei os livros dos meus filhos pelo site de uma livraria que existe aqui em Brasília. Na loja física, o montante chegava a R$ 1,2 mil, enquanto na virtual, consegui comprar tudo por R$ 800.”

O restante dos materiais, como cartolina, tesoura, régua, lápis de cor e tintas, Viviane comprou em uma papelaria on-line e escolheu tudo pelos filhos: Lavínia, 7, que vai para o segundo ano, e Thiago, 3, que vai fazer o maternal dois. Apesar de não darem opinião sobre os materiais, as crianças não reclamam. “Adoro abrir a caixa cheia de coisas e ver o que tem dentro. Este ano, o que eu mais gostei foi da calculadora”, diz Lavínia, animada para as aulas de matemática. Já Thiago preferiu a massa de modelar.

Para agradar aos dois sem gastar muito dinheiro, a mãe manda fazer adesivos personalizados (também pela internet) para, depois, colar nos cadernos. “É muito mais barato e exclusivo. Por exemplo, se a moda é Monster High, quase todas as meninas da sala da Lavínia vão ter o mesmo caderno, que, aliás, é bem caro. Ela vai ter um caderno que também é do tema que ela gosta, mas não vai ser igual ao de ninguém.”

Comodidade

Pensando no conforto dos pais, Marcelo Goberto, 40, que tem uma filha de 10 anos, decidiu criar um portal na internet. Em vez de pesquisar item por item, como na maior parte dos sites, o usuário pode cadastrar a lista de materiais da escola do filho. “Ao enviá-la, nós fornecemos em, no máximo, 24 horas, opções para todos os itens. Como trabalhamos com várias marcas, tem desde os mais baratos até os top de linha”, explica o empresário.

O estoque, que conta com cerca de 10 mil produtos, pode ser enviado pelos correios para todo o Brasil. Uma das maiores vantagens é que as listas ficam cadastradas, então, caso outra pessoa já tenha colocado no ar o rol da escola onde o seu filho estuda, você não precisa cadastrá-lo novamente. Basta clicar na que já existe. “O próximo passo é conseguir parcerias com os próprios estabelecimentos para que eles já mandem as listas com antecedência e o trabalho dos pais fique ainda mais fácil.”

Segurança

O usuário deve tomar cuidado com qualquer compra feita pela internet. No caso das papelarias on-line, a regra é a mesma. “Procure sites conhecidos, de preferência que pessoas de sua confiança já compraram e não tiveram problemas, veja se a empresa tem CNPJ, se aparece o cadeado de segurança na barra de pesquisa e analise a política de privacidade de dados do portal, para não ficar recebendo propagandas depois da compra”, aconselha o advogado especialista em direito do consumidor, Dori Boucault. Ele ainda recomenda olhar as páginas do Procon, Idec, Proteste e Reclame Aqui, atrás dos sites não aconselhados para compras, e lembrar sempre de pedir a nota fiscal.

Em caso de entrega fora do prazo, não recebimento do produto ou encomendas em desacordo com o que foi pedido, o cliente tem o direito de exigir a troca ou o dinheiro de volta. “No caso de defeitos aparentes, os produtos não duráveis, como lápis e borracha, têm 30 dias para reclamações. Os duráveis, como caderno, até 90 dias. E no caso de arrependimento pela compra, o consumidor tem sete dias para se manifestar.”

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