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Correio Braziliense

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Segurança

Aplicativo antissequestro

Desenvolvido por um grupo de jovens brasilienses, programa deve ser lançado ainda no primeiro semestre deste ano. Instalado no celular, ele avisa familiares e amigos quando a pessoa está em uma situação que represente perigo

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postado em 01/03/2013 17:00 / atualizado em 01/03/2013 10:51

Sarita González

Jovens empreendedores da capital do país estão preocupados com a falta de segurança pública no Distrito Federal. Somente em janeiro e fevereiro deste ano aconteceram 104 casos de sequestros relâmpagos, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal (SSPDF). Com outras sete pessoas, a especialista em marketing digital Karen Alberti, 26 anos, desenvolveu um aplicativo antissequestro, o HelpMeNow, um aplicativo que avisa à família e aos amigos de confiança da vítima que ela está em perigo. “Não dá para evitar sequestros relâmpagos, e a gente ouve falar tantos nesses casos aqui em Brasília que a intenção foi criar um projeto que ajude a sociedade”, explica Karen.

O aplicativo funciona assim: o usuário deve configurá-lo no smartphone, por meio da geolocalização, as zonas que ele considera de segurança, como o local de trabalho e a própria casa. Além disso, devem ser configuradas as zonas que a pessoa não costuma frequentar e devem ser consideradas pelo aplicativo como regiões não seguras.

Caso o usuário passe muito tempo nessas zonas  inseguras, o aplicativo enviará três solicitações para verificar se a pessoa está bem. Se não houver resposta, automaticamente, o aplicativo enviará um SMS para os contatos da possível vítima, cadastrados no sistema. Na mensagem, haverá o último local onde a pessoa esteve, além de um aviso de que a pessoa pode estar em perigo. “Pode ser que achem que o aplicativo venha a diminuir a privacidade das pessoas, mas, o bem-estar dela e dos seus familiares falam mais alto”, justifica Karen.

Localização

Se a bateria acabar ou se o sinal do celular não funcionar, a família poderá informar para a polícia qual foi a última localização registrada pelo sistema, já que o aplicativo também possibilita que os cadastrados tenham acesso a todos os últimos dados sobre os locais por onde a pessoa que possui o aplicativo passou.

O grupo de novos empreendedores criou uma página nas redes sociais para receber sugestões. A ideia é que pessoas que já foram vítimas de sequestro relâmpago ajudem o grupo a melhorar o aplicativo antes do lançamento, que ocorrerá ainda no primeiro semestre deste ano. “Estamos em busca de investidores e preparando tudo para conseguir lançar até mesmo antes”, revela. No fim de semana passado, o grupo participou do Startup Weekend, um evento promovido pela Universidade de Brasília (UnB ) voltado para jovens empreendedores que trabalham com inovações de mercado. O intuito é atrair “anjos” — investidores — que assumam o projeto com todos os risco que lhe são inerentes.

As startups são pequenas empresas com base em tecnologia que se destacam no mercado com soluções inovadoras. De acordo com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no DF (Sebrae/DF), em 2012, a instituição atendeu 200 startups. Do início do ano até agora, já foram atendidos 150 empreendedores envolvidos com os empreendimentos.

Interessados

Quem tiver interesse em fazer o download do aplicativo, basta deixar o e-mail no site.helpmenowapp.co. Assim que o aplicativo for lançado, a equipe enviará o aviso em primeira mão para que ele possa ser usado.

Mais uma vítima
Por volta das 14h de ontem, uma mulher de 22 anos foi abordada por um adolescente de 17 na 312 da Asa Norte. Com um revólver calibre .38, ele obrigou a vítima a entrar no carro, um Fiat Palio. Eles circularam durante uma hora pela cidade até que o assaltante resolveu deixá-la nas proximidades da Granja do Torto. O adolescente fugiu com o veículo e os pertences da jovem. O fato foi comunicado à Polícia Militar, que encontrou o menor poucas horas depois com o carro da vítima na Quadra 22 do Paranoá. O rapaz acabou detido e encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente, onde foi levantado que ele já havia participado de outro roubo.

Memória
Fevereiro

Dia 5
Ronaldo (nome fictício), 36 anos, chegava a um supermercado da 304 Sul, por volta das 21h30, por dois jovens, um deles armado. A vítima entregou o dinheiro, a chave do carro e, mesmo assim, um dos assaltantes o agrediu.

Dia 8
Por volta das 14h30, três homens armados sequestraram um casal de pastores, que seguia para a igreja em um Fiat Siena prata. O crime aconteceu próximo ao posto Itiquira, em Planaltina.  Eles seguiram para o Morro da Capelinha, onde roubaram
R$ 200, as alianças das vítimas e ainda exigiram cartões e senhas. Ao tentarem sacar R$ 2 mil na Caixa Econômica Federal, na Avenida Central, foram presos.

Dia 19
Um administrador foi sequestrado na Avenida Samdu Norte, em Taguatinga, por três homens. Os criminosos foram até a casa da vítima, em Sobradinho, e a torturaram por mais de duas horas. Fugiram com o que conseguiram da casa, além do carro e uma moto.

Um casal de amigos foi levado por dois sequestradores em um posto de combustíveis, na
Estrada Parque Núcleo Bandeirante. As vítimas foram liberadas cerca de 20 minutos depois, na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia). Os assaltantes fugiram com o carro delas.

Dia 20
Uma fisioterapeuta, de 27 anos, foi sequestrada por três bandidos, entre eles um adolescente, na Quadra 104 do Sudoeste. A vítima foi abandonada na Cidade do Automóvel minutos depois.

Dia 26
Por volta das 22h, um advogado de 26 anos foi rendido na 201 Norte quando se preparava para entrar no VW Gol,  por dois homens, um deles armado com estilete. lo. Ele foi abandonado na via L4 Sul, próximo ao Zoológico. Além das ameaças de morte, a vítima teve o telefone celular e o documentos levados pela dupla de assaltantes.
Às 22h30, uma mulher de 61 anos foi sequestrada quando saía de um culto evangélico, em Ceilândia. O carro da mulher estava estacionado em frente à Igreja Ministério Transforma, na QNM 3. Assim que abriu a porta do veículo, ela foi ameaçada com uma faca. O filho da vítima, 37 anos, que também saía do culto, viu a mãe ser levada e a seguiu com o carro. Após perseguição policial, Gerson Silva Sampaio, 21, foi preso com um adolescente de 17 anos.
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