SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

A NOVA CARA DO BRASIL »

Marcha das Vadias no sábado

Quinta edição do protesto que pede o fim da violência contra a mulher pretende reunir 5 mil pessoas na área central de Brasília. Passeata deve ganhar reforço de integrantes de outros movimentos da capital

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 20/06/2013 14:00 / atualizado em 20/06/2013 10:36

Adriana Bernardes

Janine Moraes
Pelo fim da violência contra a mulher, por um estado laico e cidades com mobilidade urbana, e pelos direitos sexuais femininos, mais de 5 mil pessoas devem ir às ruas, neste sábado, para participar da Marcha das Vadias do Distrito Federal. Além da pauta que deu origem ao movimento, os organizadores incluíram mais dois temas: vão protestar contra o Estatuto do Nascituro e a cura gay, aprovada esta semana pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Mel Gallo, uma das integrantes do movimento no DF, acredita que o entusiasmo da sociedade para os protestos ocorridos na última semana terá reflexo na passeata de sábado. “Acreditamos que algumas pessoas vão se somar ao nosso grupo. Afinal, as demandas perpassam por questões colocadas nas manifestações ocorridas”, afirma a militante.

Esta é a terceira edição da Marcha das Vadias em Brasília. Neste sábado, a concentração será às 14h, em frente ao Conjunto Nacional. O movimento já ocorreu em São Paulo, Florianópolis, Belo Horizonte, Aracaju, Recife, Uberlândia (MG), Guarulhos (SP), entre outras cidades.

Proposto pelos deputados Luiz Bassuma (PV-BA) e Miguel Martini (PHS-MG), o Estatuto do Nascituro prevê que a mulher que engravidar depois de um estupro e não tiver condições econômicas de cuidar da criança, receberá pensão alimentícia paga pelo Estado. E, caso o estuprador seja identificado, será responsabilizado pelo pagamento do benefício. O estatuto foi aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara e depende da aprovação da Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania para ser apreciado em plenário.

Já a cura gay é o nome pelo qual ficou conhecido o projeto de decreto legislativo, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), que exclui da Resolução nº 1/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP). O texto proíbe os profissionais da área de oferecerem terapia para alterar a orientação sexual e de atribuírem caráter patológico (de doença) à homossexualidade. A proposta ainda precisa ser votada pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça.

Desde a primeira edição da Marcha das Vadias, a pesquisadora Sinara Gumieri, 23 anos, participa do evento. Este ano, irá com um grupo grande de amigos, além da mãe e da irmã mais nova. O que a motiva a ir para as ruas é a crença na importância da proposta política do movimento. “Acho importante questionar o machismo, a culpabilização das vítimas de estupro e a própria cultura de estupro. Além disso, a marcha dá visibilidade para a luta pelos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Acredito e eles têm feito um trabalho importante de mobilização o ano todo”, defende a pesquisadora.

A principal bandeira da marcha, no entanto, é o fim da violência contra a mulher. O movimento surgiu no Canadá, após  vítimas de estupro serem responsabilizadas pela ação sofrida. A gota d’água para o início dos protestos foi a declaração de um policial na Universidade de Toronto, de que elas poderiam se prevenir se “não estivessem vestidas como vadias”.

Segundo os integrantes do movimento, o DF é a oitava localidade mais violenta do país para as mulheres, de acordo com o Mapa da Violência de 2012. O movimento informa que, em 2011, houve cerca de 684 inquéritos policiais em crimes de estupro só no Distrito Federal. Isso sem contar os casos silenciados pelo medo das vítimas. De acordo com o Ministério da Saúde, o aborto inseguro é a quinta causa de mortalidade materna.

A socióloga Bárbara Amaral, 27 anos, marchará pela primeira vez. O que a motiva é a pauta de reivindicação. “São demandas amplas que contemplam as minhas reivindicações políticas. No momento em que tem tanta gente nas ruas, precisamos estabelecer as nossas pautas”, diz. Ela vai se juntar ao movimento com o companheiro e várias amigas, entre elas, a estudante Natália de Oliveira Silva, 22.

Esta será a segunda vez que participa da marcha e está  ajudando na organização do evento. “Me engajei no movimento e tem sido gratificante porque sou feminista e defender as causas como a legalização do aborto, principalmente agora, com o endurecimento do fundamentalismo religioso no Congresso, é muito importante”, defendeu.

Programe-se

O que: Marcha das Vadias DF 2013

Quando:
22 de junho, 14h

Onde:
concentração na Praça do Chafariz, em frente ao Conjunto Nacional

Mais informações
Blog: http://marchadasvadiasdf.wordpress.com

Fanpage: https://www.facebook.com/marchadasvadiasdf

Evento: https://www.facebook.com/events/550368264983588/

Twitter: @MarchadasVadias

Instagram: http://instagram.com/marchadasvadias
Tags:

publicidade

publicidade