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Especialistas debatem temas relacionados à bioenergia

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postado em 27/08/2013 11:27

Docentes, pesquisadores e estudantes da Unicamp e de outras instituições de ensino e pesquisa participaram nesta segunda-feira (26) do Workshop Bioenergia, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade. O evento, idealizado pelo vice-reitor executivo de Relações Internacionais, Luís Cortez, abriu espaço para a discussão de diversos aspectos ligados ao tema, bem como promoveu a aproximação entre especialistas de diferentes áreas que conduzem estudos voltados ao desenvolvimento de fontes energéticas renováveis. O workshop foi realizado no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM).

De acordo com o reitor José Tadeu Jorge, que presidiu a mesa de abertura do workshop, o tema da bioenergia é vital para o desenvolvimento do país. Ele lembrou que a Unicamp tem participado historicamente do esforço para ampliar a participação das fontes renováveis na matriz energética brasileira. “Nos anos 70, nós participamos das ações para a produção de biocombustível a partir do óleo de palma. Em seguida, também estivemos envolvidos nas discussões que culminaram com a criação do Pró-Álcool. Agora, estamos novamente comprometidos com a busca de novas fontes de energia limpa, um desafio indispensável para a humanidade. O desafio é enorme, mas entendo que temos capacidade para atacar essa questão”, afirmou.

A pró-reitora de Pesquisa da Unicamp, Gláucia Pastore, destacou a importância da participação de especialistas de diversas áreas no evento, visto que o tema da bioenergia exige abordagem multidisciplinar. Segundo ela, nenhuma nação pode, na atualidade, prescindir de pesquisas nesse segmento, visto que ele contribui para reduzir a agressão ao ambiente, além e gerar empregos e riquezas. “Todas as missões estrangeiras que vêm visitar a Unicamp para discutir projetos de cooperação citam a bioenergia como um dos temas de interesse”, disse.

O vice-reitor executivo de Relações Internacionais, Luís Cortez, lembrou que existem dois pontos cruciais em relação à ampliação das fontes renováveis na matriz energética do país: a formação de recursos humanos qualificados e a realização de pesquisas de ponta. “Na Unicamp, nós temos condições de fazer as duas coisas. É importante destacar que se quisermos fazer com que nossa matriz energética conte, daqui a 20 anos, com mais de 50% de fontes renováveis, temos que começar a trabalhar desde agora”, considerou.

Durante o evento, os participantes tiveram a oportunidade de discutir as diretrizes do curso de doutorado integrado em Bioenergia, oferecido conjuntamente pelas três universidades estaduais paulistas – Unicamp, USP e Unesp. As aulas começarão em março de 2014 e oferecerão 20 vagas. Outro assunto que mereceu destaque ao longo do dia foi a atuação do futuro Centro Paulista de Bioenergia, iniciativa também das três universidades paulistas em parceria com o governo do Estado de São Paulo e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Também participaram da mesa de abertura do Workshop Bioenergia as pró-reitoras de Pós-Graduação e Desenvolvimento Universitário da Unicamp, as professoras Itala Maria Loffredo D'Ottaviano e Teresa Dib Zambon Atvars, respectivamente.

Doutorado internacional 
A Câmara de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Unicamp aprovou na última terça-feira (4) a criação de um doutorado internacional em bioenergia. O curso, que terá início em março de 2014, faz parte de um programa de pós-graduação a ser criado de modo integrado entre a Unicamp, USP e Unesp. 

“O processo de seleção deve começar no segundo semestre deste ano. O doutorado contará com cinco linhas de pesquisas, que serão as mesmas do Bioen [Programa de Pesquisa em Bioenergia] da Fapesp: biomassa, tecnologia, motores, biorrefinaria e sustentabilidade. O curso já foi aprovado pela Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] e começará com nota quatro. A ideia é que seja inovador e tenha grande projeção internacional”, revelou Luís Augusto Barbosa Cortez, titular da Vice-Reitoria Executiva de Relações Internacionais da Unicamp. 

Estudioso da área e docente da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri), Luís Cortez explica que a bioenergia representa cerca de 30% da matriz energética brasileira.  “Do ponto de vista internacional o tema é muito importante por ser uma alternativa na redução das emissões que causam o efeito estufa. E o principal desafio é a questão da sustentabilidade”, argumenta. 

O novo curso, informa o docente, será coordenado pelo professor Antônio José de Meireles, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp. Ele acrescenta que a criação do curso de doutorado é um desdobramento de outra iniciativa, o Centro Paulista de Pesquisa em Bioenergia, formulado em 2010, por meio de um convênio entre o Governo do Estado de São Paulo, a Fapesp, USP, Unicamp e Unesp. 

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