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Paulistas vencem torneio de robótica

As duas equipes brasilienses, estreantes na competição First Lego League, foram vitoriosas na etapa Centro-Oeste e alcançaram boas notas, mas não conseguiram superar a fase nacional, que teve como tema Fúrias da natureza

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postado em 24/02/2014 10:00 / atualizado em 26/02/2014 14:52

Roberta Pinheiro

Cerca de 600 alunos de escolas públicas e particulares de quase todo o país participaram, nesse fim de semana, da última etapa do Torneio de Robótica First Lego League, ocorrida no Sesi de Taguatinga. Sete equipes foram classificadas para a etapa internacional — duas nos Estados Unidos, três na Espanha e duas no Canadá. O torneio estimula crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos a pensar, criar e exercer a ciência. A versão deste ano desafiava as equipes a desenvolver robôs e projetos de pesquisa propondo soluções ao tema Fúrias da natureza.

Brasília participou pela primeira vez do torneio com duas equipes formadas no Sesi do Gama. Os alunos venceram na etapa Centro-Oeste e estavam em busca do título nacional. No entanto, não foi desta vez que os brasilienses se classificaram para a fase internacional do torneio de robótica. As vencedoras, em sua maioria, são do estado de São Paulo. As sete classificadas são: AC/DC/EG, do Colégio Eduardo Gomes, de São Caetano do Sul (SP); Itaperobota, do Sesi de Itapetininga (SP); Jedi’s, do Sesi de Jundiaí (SP); Iaronbot, do Sesi de Álvares Machado (SP); Big Bang Birigui, do Sesi de Birigui (SP); Lego Lords, do Centro Educacional São Camilo, de Cachoeiro de Itapemirim (ES) e, por último, a equipe Fénix, do Sesi de Baurú (SP).

Os jurados somam três avaliações para declarar o time vencedor. A primeira etapa consiste no desempenho dos robôs desenvolvidos pelos estudantes com peças de Lego em missões estipuladas pela competição. Na segunda parte, os alunos escolhem um assunto dentro do tema principal e desenvolvem projetos de pesquisa científica, com o objetivo de minimizar as consequências das catástrofes naturais. Por fim, a comissão avalia o entrosamento e o epírito de trabalho conjunto dos times.

As equipes de Brasília foram formadas em 2013. Os professores do Sesi do Gama fizeram um concurso para ver quais alunos seriam mais dedicados e 11 foram escolhidos. Lego of Olympos e Lego Field foram os times que representaram o DF na competição.

Vulcões
A equipe Lego of Olympos, uniformizada como romanos, escolheu o vulcão para a segunda etapa, de criar inovações para solucionar os problemas causados por desastres naturais. Os estudantes receberam boas notas nas etapas de projeto de pesquisa e de design do robô. A equipe Lego Field vestiu um uniforme rosa em homenagem a única menina do grupo, Ana Luísa de Brito, 13 anos. Eles escolheram o deslizamento de terra como foco dos trabalhos. “O tema é algo que afeta muito nosso país, e nós queremos ajudar as vítimas desse problema”, explica a estudante.

Foram noites sem dormir e muitos dias de estudos, mas os alunos confessam que cada minuto de dedicação valeu a pena. “O projeto deu um rumo para a minha vida. Antes, eu sabia que queria ser engenheira, mas, aqui, eu descobri que quero cursar engenharia aeroespacial no Ita (Instituto Tecnológico da Aeronáutica)”, comenta Ana Luísa. O estudante Natanael Dutra, 13, sabe o que vai escolher no vestibular. “Não penso em trabalhar diretamente com robôs, mas quero aprender informática avançada. No vestibular, acho que vou escolher engenharia mecatrônica.”


» Abrangência

O Torneio de Robótica First Lego League ocorre em 56 países. No Brasil, a competição é promovida pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), em parceria com os fundadores Lego e a organização americana First (For Inspiration an Recognition of Science and Technology). O certame mobiliza mais de 200 mil jovens.
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