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Professores dizem não

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postado em 17/07/2012 10:41

Paula Filizola

Há exatamente dois meses em greve, os professores federais começaram a realizar, ontem, assembleias nas 56 das 59 universidades paralisadas para avaliar a proposta de reajuste de até 45% apresentada, na última sexta-feira, pelo governo federal. De acordo com análise preliminar do Comando Nacional de Greve, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), a sugestão nem sequer recompõe as perdas salariais de mais de 35% de grande parte da categoria com a inflação. A recomendação aos sindicatos das instituições é para que recusem a proposta, mantenham a greve e intensifiquem a mobilização local dos professores. Amanhã, eles participam, com outros servidores públicos, de uma marcha na Esplanada dos Ministérios.

A principal reivindicação que levou os docentes a deflagrarem a greve é a reestruturação do plano de carreira. Em linhas gerais, a proposta do movimento é por uma estrutura simplificada, organizada em 13 níveis, com diferença de 5% entre as etapas. Apesar de a proposta do Planejamento ter diminuído de 17 para 13 graduações na carreira, o sindicato argumenta que o reajuste apresentado pelo governo agrava e consolida a desestruturação que já existe na categoria, além de manter a hierarquização vertical em classes. “Mais uma vez, a proposta do governo busca constituir discurso propagandístico de que está dando aumento, sobretudo no teto, para tentar minimizar a defasagem comparativa com outras categorias do serviço público federal”, afirmou documento do Andes-SN entregue às universidades.

Na proposta do Planejamento, o maior reajuste, de 45%, foi concedido a docentes doutores com dedicação exclusiva. Nesse caso, a remuneração do professor titular passará de R$ 11,8 mil (salário baseado em fevereiro) para R$ 17,1 mil. Com isso, o governo defende que incentivará a maior titulação nas instituições federais. Já o movimento grevista argumenta que o plano do governo aponta para o congelamento das carreiras, impedindo a ascensão de funcionários até determinados níveis, a menos que adquiram novos títulos, como mestrado ou doutorado.

Medida provisória

O plano de reajuste se estenderá até 2015 e terá impacto de R$ 3,9 bilhões por ano na folha de pagamento da União. A proposta não leva em conta o reajuste de 4% concebido pelo governo federal em maio, por meio da Medida Provisória 568, editada em maio, retroativa a março de 2012.
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