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Confira a tabela de reajuste a professores das federais

Um dos sindicatos envolvidos na negociação decidiu, por unanimidade, aceitar a proposta. Os outros dois ainda não estão satisfeitos

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postado em 25/07/2012 08:00 / atualizado em 11/08/2012 11:36

Mariana Niederauer

Na proposta apresentada pelo governo federal na terça-feira (24) aos professores em greve, alguns pontos criticados pelos docentes na reunião de segunda-feira foram modificados. Porém, dois dos três sindicatos envolvidos na negociação não ficaram satisfeitos e a o reajuste salarial reivindicado está distante do que foi proposto.

O governo atendeu ao pedido de retirada da exigência do cumprimento de 12 horas/aula por semana como pré-requisito para progressão na carreira, quantidade considerada elevada pelos docentes para manter, paralelamente, atividades de pesquisa e extensão. A redução de 17 para 13 os níveis de progressão na carreira de professor universitário, concedida na primeira proposta, foi mantida.

Além disso, o percentual mínimo de aumento passou de 12% para 25%, e o máximo corrigido de 45% para 40% — na primeira proposta estavam incluídos os 4% de reajuste concedidos por meio de medida provisória no início do ano. A correção no percentual de reajuste acarretará no aumento da despesa do governo com proposta, que passou de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,2 bilhões.

O governo pretende dividir o pagamento em três parcelas, que serão antecipadas de julho para março de 2013, 2014 e 2015. Os docentes reclamaram que na última proposta alguns níveis da categoria seriam prejudicados, pois teriam reajuste inferior ao índice de inflação previsto para o período.

Agora, a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) acredita que nenhum docente terá prejuízos e parte da categoria alcançará aumento real no salário. Por isso, e por acreditar que outros pontos da pauta de reivindicações do sindicato foram contemplados, o conselho deliberativo do Proifes decidiu por unanimidade aceitar a nova proposta de reestruturação da carreira da categoria.

Acordo distante
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), no entanto, não ficou satisfeito com a proposta que, para eles, continua, em essência, a mesma. Falta discutir em profundidade a reestruturação do plano de carreira e a melhoria das condições de trabalho nas universidades.

A distância entre o que propõe o governo e as reivindicações do sindicato pode ser vista, por exemplo, na proposta de reajuste salarial. O sindicato, que decretou a greve nacional dos docentes em 17 maio, pede diferença de 5% entre cada um dos níveis da categoria. Os valores não chegaram nem perto de serem atendidos pelo governo.


Clique na imagem e confira a tabela salarial dos professores como é hoje, como ficaria com a proposta do governo, e o reajuste reivindicado pelo Andes-SN



Para o Andes-SN o reajuste oferecido, mesmo após aumento, não será suficiente para recompor as perdas salariais do período, usando como base os dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). "O governo não apresentou uma proposta válida que dê razões para o fim da greve", afirma o segundo secretário do sindicato, Rondon de Castro.

A greve completou 70 dias nesta quarta-feira (25) a têm a adesão de 57 das 59 instituições federais de ensino superior e de 34 dos 38 institutos tecnológicos federais do país. Os docentes dos institutos são representados pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), que participa das negociações e também não ficou satisfeito com a nova proposta. A próxima reunião com o governo está marcada para quarta-feira (1º/8), às 21h.

 


Brasília


A Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (AdUnB) adiou para a próxima segunda-feira (30/7) a assembleia da categoria. O encontro seria realizado nesta quinta-feira (26) para analisar o andamento da greve, que teve início em 21 de julho. Eles devem discutir a contraproposta apresentada pelo governo federal após as críticas feitas pelos sindicatos que representam os docentes das universidades federais.

O decano de Ensino de Graduação em exercício, Marcelo Rezende, adiantou que, por causa da longa paralisação dos docentes, o segundo semestre de 2012 vai se estender até o ano que vem. As datas serão definidas assim que os professores voltarem a dar aula.







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