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Governo faz contraproposta e divide sindicatos

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postado em 25/07/2012 10:51

O Ministério do Planejamento (MPOG) apresentou nova proposta aos professores das universidades federais para dar fim à greve que já dura mais de 60 dias. Em negociação com os sindicatos da categoria, na tarde desta terça-feira, 24 de julho, o secretário de Relações de Trabalho, Sérgio Mendonça, anunciou a incorporação de mais R$ 300 milhões para aumentar o percentual de reajuste dos docentes em início de carreira.

De acordo com o secretário, o montante permitirá que nenhum professor de ensino superior tenha reajuste inferior de 25%. No plano apresentado na sexta-feira, 13, o percentual mínimo de reajuste era de 12%. "Estimamos a inflação futura e asseguramos que nenhum professor de instituição federal terá reajuste menor do que 25%. Isso vale para docentes do ensino básico, técnico e tecnológico e do magistério superior", disse durante a reunião.

Para os professores titulares, os mais beneficiados na proposta anterior, o reajuste permanece o mesmo: de até 40%. Veja aqui a nova proposta para os professores de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e aqui para os docentes do Magistério Superior.

A contraproposta também retira barreiras para a progressão profissional e antecipa a aplicação dos reajustes. Na proposta anterior, por exemplo, um professor graduado ou mestre só poderia alcançar o nível 2 da carreira. No plano apresentado nesta terça-feira, este mesmo professor poderá chegar ao nível 3. Na atual proposta, somente um professor com doutorado poderá alcançar o quarto e último nível.

A nova proposta antecipa ainda para março de 2013 os reajustes que, na oferta anterior, só passariam a valer a partir do segundo semestre do mesmo ano. Está mantida, no entanto, a concessão dos valores em três parcelas: 40% em 2013, 30% em 2014 e 30% em 2015. Segundo o MPOG, a nova proposta contempla cerca de 140 mil professores.

DIVISÃO – Apresentada 24 horas após os dirigentes sindicais comunicarem ao Governo Federal a decisão de rejeitar a proposta anterior (leia mais aqui), o novo plano dividiu os sindicatos presentes na negociação. Enquanto o Proifes-Federação acredita que a nova proposta “revigora a carreira”, o Andes-Sindicato Nacional e o Sinasefe não veem avanços. “A proposta não se diferencia daquela apresentada ontem. O Governo apenas retirou algumas restrições para a progressão na carreira, mas não abordou conceitos nem reestruturações, que são fundamentais para nós”, disse Josevaldo Cunha, membro da representação do Andes-Sindicato Nacional na mesa de negociações com o MPOG.

Para Lúcio Vieira, membro do Proifes-Federação, a contraproposta do Governo Federal se aproxima bastante das reivindicações do sindicato. “Não é dos nossos sonhos, mas definitivamente é um avanço”, afirmou. “Sabemos que não vamos conseguir tudo de uma só vez. Nós entendemos que a nossa luta é permanente e as conquistas são construídas”, finalizou.

Cada sindicato consultará suas bases até domingo sobre se aceitam ou não a contrapartida. Um novo encontro entre sindicalistas e Governo Federal deve ser agendado para a próxima semana.

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