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Racha entre sindicatos compromete fim da greve de professores nas federais

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postado em 02/08/2012 14:00 / atualizado em 11/08/2012 10:30

Mariana Niederauer

O governo deu como encerradas as negociações sobre a greve dos professores de universidades federais depois que a Federação de Sindicatos dos Professores de Instituições de Ensino Superior (Proifes) aceitou, na quarta-feira (1º/8), a última proposta apresentada de reestruturação da carreira. Outros dois sindicatos, porém, não concordaram com a oferta feita pelo Executivo Federal, e a greve deve continuar.

O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), que representam a maioria dos institutos e universidades federais, continuam sem apoiar a proposta e não querem o fim das negociações. O Andes-SN foi o responsável pela deflagração da greve nacional em 17 de maio.

O Sinasefe divulgou nota repudiando o acordo entre o governo federal e o Proifes, na qual classificou esse último sindicato como “pelego”. “Lamentavelmente ocorreu o que muitos já imaginavam: o governo e o Proifes vão assinar um acordo em nome de docentes que majoritariamente não são representados por aquela entidade vinculada ao governo federal”, afirmava a nota.

Consulta

O Proifes representa apenas cinco universidades: a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal do Mato Grosso Sul (UFMS).

Na quarta-feira (1º/8), porém, pouco antes da reunião com o governo, o sindicato divulgou o resultado de uma consulta eletrônica que teve início em 28 de julho e contou com os votos de 5,2 mil professores — representando 43 universidades e institutos federais. Desse total, 74,3% apoiaram a proposta e 25,3% foram contrários.
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