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Correio Braziliense

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Greve de professores da UnB continua

Docentes rejeitaram a proposta de reestruturação da carreira apresentada pelo governo e devem discutir adiamento das eleições para reitor no próximo encontro

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postado em 09/08/2012 08:33 / atualizado em 11/08/2012 09:40

Mariana Niederauer

Reunidos em assembleia na manhã desta quinta-feira (9/8), os professores da Universidade de Brasília (UnB) decidiram continuar em greve. Foram 254 votos a favor da paralisação, 70 contra e 6 abstenções. No encontro, os docentes discutiram a reestruturação do plano de carreira da categoria proposta pelo governo federal e definiram sugestões que serão encaminhadas para o comando local de greve.

Durante a reunião, Simone Lisniowski, do Departamento de Planejamento e Administração da Faculdade de Educação, declarou que a proposta reconhece apenas o professor titular, desconsiderando a contribuição para a formação dos alunos, dada pelos outros níveis da carreira. "Leciono na universidade há pouco tempo e demonstro aqui minha indignação perante a proposta do governo. Eles negam a diversidade que proporcionamos à UnB", afirmou. O diretor da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB), Rafael Morgado, não participou da assembleia por causa do problemas que ocorreram no último encontro, quando os docentes rejeitaram a proposta da diretoria da associação de acabar com a greve.

Ricardo Felizola/UnB Agência


Na próxima assembleia os professores pretendem colocar em votação o adiamento das eleições para reitor da universidade. A reunião deve ocorrer na semana que vem, ainda sem data definida. A greve na UnB dura mais de 80 dias e faz parte da paralisação nacional decretada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), que conta com a participação de outras 55 universidades federais.

Fim da negociação

O governo deu como encerradas as negociações com os professores após assinar acordo com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) — que representa uma minoria das universidades e institutos federais. Agora, o Executivo Federal negocia com servidores técnico-administrativos, parados desde 11 de junho.
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