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Greve nas federais

Professores da UnB e de outras federais fazem ato em frente ao MEC

Os docentes pedem a reabertura imediata das negociações com governo, encerradas no início do mês

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postado em 16/08/2012 11:06 / atualizado em 17/08/2012 09:19

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
Professores, servidores e estudantes participam do Ato Unificado em Defesa da Educação Pública de Qualidade e da Valorização do Trabalho Docente. Primeiro, eles se reuniram e protestaram em frente ao prédio do Ministério da Educação (MEC) para pedir a imediata reabertura das negociações para o fim da greve das universidades federais, que já dura cerca de 3 meses. Eles marcharam em direção ao Palácio do Planalto e ocuparam uma faixa da Esplanados dos Ministérios.

Num momento de preparação para a execução do Ato, o ex-presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Sadi Dal Rosso aproveitou o momento para protestar contra a realização das eleições para a reitoria sem a presença dos servidores e alunos em sala de aula. "Eu defendo a presença de todos nos debates e na votação para assumir a gestão da universidade", declarou Sadi que lembrou a presença do ministro Aloízio Mercadante na presidência do Andes-SN entre 1982 e 1984. 

Uma das ações é o sepultamento simbólico das universidades federais em frente ao Congresso Nacional. Cada universidade federal é representada por uma cruz de madeira, enquanto, a presidenta Dilma Rousseff é representada por um boneco caricato que segura uma foice da morte nas mãos. Essa ensanação será feita em frente ao Palácio do Planalto, para onde os manifestantes vão se dirigir. Os manifestantes usam paródias de músicas religiosas para protestar. Numa paródia da música Treze de maio, que é um tributo à Nossa Senhora, eles cantam “Ó Dilma, ó Dilma! A culpa é sua, de todos em greve estarem na rua”. Por fim, eles entregaram uma carta com reivindicações ao Palácio do Planalto.

Lucas Brito é estudante de Serviço Social da Universidade de Brasília e se manifestou diante dos grevistas, antes da caminhada rumo Palácio do Planalto. "O movimento grevista dos servidores federais é um marco na luta sindical porque lutamos coletivamente. Juntos, professores, servidores e alunos estão dando resposta ao processo de precarização da educação pública no Brasil", desabafou o integrante da Executiva Distrital da Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre (ANEL).

Durante a marcha na Esplanada, servidores de outras categorias em greve apoiaram e se uniram a caminhada docente. Os participantes do acampamento dos excluídos da Lei 12.277, do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindcep-DF) foram alguns que se uniram ao ato.
Os professores da UnB cancelaram, no início da manhã de hoje, uma assembleia que estava sendo realizada no Centro Comunitário da instituição, para avaliar a situação da greve. Eles alegaram que não dava tempo para discutir todos os pontos necessários da pauta até o início da manifestação programada para ocorrer na manhã desta quinta-feira na Esplanada dos Ministérios. Os professores da UnB se uniram a servidores da educação e alunos de todo o Brasil no Ato Unificado em Defesa da Educação Pública de Qualidade e da Valorização do Trabalho Docente.

O pedido por novas negociações vem em resposta ao fato de o governo ter dado como encerradas as discussões sobre a carreira dos professores de universidades federais. A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) aceitou a última proposta feita pelo Ministério do Planejamento. Em contrapartida, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), que representa a maioria das universidades federais, não concorda com a proposta do governo.

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