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Eleições de diretores das escolas públicas ocorrem em clima tranquilo

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postado em 22/08/2012 16:09 / atualizado em 23/08/2012 14:47

Carol Matias/Esp. CB/D.A Press
As eleições para diretores das escolas públicas do Distrito Federal ocorrem em clima tranquilo nesta quarta-feira (22/8). Os alunos estão sendo convidados a votar durante a aula e logo retornam à sala. Para ganhar a eleição, as chapas inscritas em cada colégio devem obter mais de 50% do total de votos válidos e ter, ainda, um quórum mínimo de 10% dos votos de pais e alunos e 50% de professores e funcionários.

As escolas que não obtiverem esse número e aquelas que não têm candidatos — 18 colégios — serão submetidas a nova eleição, que deverá ocorrer em, no máximo, 180 dias. Se, mesmo em novo pleito, nenhum candidato for eleito, a escola receberá um diretor indicado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF).

Das 653 escolas pública, 524 apresentaram apenas uma chapa para as eleições, mas, mesmo nesses casos, a candidatura terá de ser submetida à aprovação da comunidade escolar. Segundo dados da SEDF, 97% (611) das unidades educacionais aderiram à Gestão Democrática, onde a comunidade participa da decisão.

As urnas de votação permanecem abertas até as 21h30 de hoje, mesmo nas escolas que não funcionam no turno da noite. Após este horário, todas as escolas, com exceção dos cursos de língua, iniciarão o processo de apuração dos votos e têm até as 9h30 de quinta-feira (23/8) para repassá-los à comissão eleitoral regional. À tarde, as comissões regionais encaminham os resultados para a comissão eleitoral central e a Secretaria de Educação os divulga oficialmente na sexta-feira (24/8).

O Centro Educacional 01 do Cruzeiro Novo é uma das escolas que apresentaram mais de uma chapa para concorrer nas disputas.  Michele Ramos, 14 anos, é estudante do 9º ano e participa de votações pela primeira vez. “É legal participar porque a gente aprende um pouco sobre as eleições e depois dos 16 anos podemos votar melhor”, afirma.

Warlys Iury, 14 anos, colega de Michele, ainda acrescenta que participar das votações é interessante porque são eles que conhecem o que acontece na escola. “Quem está de fora não sabe o que está acontecendo. Como somos nós que convivemos aqui todos os dias, fica mais fácil escolher”, diz.

A abertura das votações ocorreu no Centro de Ensino Médio Elefante Branco (CEMEB), na Asa Sul. A escola participa do processo democrático pela segunda vez (a primeira foi em 2009) e concorre com duas chapas nesta eleição. Por lá, na parte da tarde, as turmas lotavam as filas de votação de forma tranquila.


A abertura das votações ocorreu no Centro de Ensino Médio Elefante Branco (CEMEB), na Asa Sul. A escola participa do processo democrático pela segunda vez (a primeira foi em 2009) e concorre com duas chapas nesta eleição. Por lá, na parte da tarde, as turmas lotavam as filas de votação de forma tranquila. Segundo o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (SINPRO-DF), a participaçao dos pais foi baixa em toda a rede de ensino do DF. Lúcia Helena, atual diretora do CEMEB, eleita de maneira democrática na primeira eleição, afirma que o processo de votação é transparente e mostra o desejo da sociedade.  “É positivo trabalhar assim, a disputa é sadia, embora a gente ainda precise trabalhar melhor com a comunidade. Muitos dos pais trabalham longe e é dificil para eles saírem do trabalho no meio da semana e virem votar”, aponta a diretora, que não concorre ao cargo este ano.

 

 

 

 

 

 

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