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Depois de 79 dias, professores da UFMG terminam a greve na instituição

Retorno às aulas agora está nas mãos do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão

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postado em 05/09/2012 20:03 / atualizado em 05/09/2012 20:13

Os docentes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiram em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira encerrar a greve que já durava 79 dias na instituição. Ao todo, 241 docentes votaram pelo fim imediato do movimento, 140 pela saída unificada em todo país com data marcada - como foi sugerido pelo Comando Nacional de Greve (CNG) - e 06 se abstiveram de opinar. Desta vez, nenhum presente votou pela continuidade. A tendência é que as aulas na universidade sejam retomadas na próxima semana, no entanto, a data ainda não está definida. A confirmação depende da elaboração de um novo calendário, já que o primeiro semestre deste ano ainda não foi encerrado para alguns cursos e os departamentos pararam em momentos diferentes. A definição será tomada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), que deve avaliar a situação de cada graduação.

Os docentes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiram em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira encerrar a greve que já durava 79 dias na instituição. Ao todo, 241 docentes votaram pelo fim imediato do movimento, 140 pela saída unificada em todo país com data marcada - como foi sugerido pelo Comando Nacional de Greve (CNG) - e 06 se abstiveram de opinar. Desta vez, nenhum presente votou pela continuidade. A tendência é que as aulas na universidade sejam retomadas na próxima semana, no entanto, a data ainda não está definida. A confirmação depende da elaboração de um novo calendário, já que o primeiro semestre deste ano ainda não foi encerrado para alguns cursos e os departamentos pararam em momentos diferentes. A definição será tomada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), que deve avaliar a situação de cada graduação. O presidente do Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte e Montes Claros (APUBH), João Mauricio Mota, destaca que, apesar do retorno, a proposta não foi aprovada pela categoria. "A questão toda é que a proposta do governo não agradou aos professores da UFMG, assim como não agradou aos professores de mais de 50 universidades. No entanto, nós percebemos que as negociações não seriam mais reabertas, por isso a mudança de estratégia. Agora vamos trabalhar no Congresso pela reestruturação da carreira", avaliou. Posicionamento dos cursos Na última segunda-feira, os professores da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) realizaram assembleia particular e votaram pela volta das aulas. Na ocasião, Mota explicou ao Estado de Minas que a decisão unilateral é legítima apesar de não ser comum. "Cada unidade tem sua autonomia para decidir se participa ou não da greve, mas a decisão oficial é da assembleia", destacou. Durante a reunião desta tarde, os professores do Instituto de Ciência Biológicas (ICB), do Instituto de Ciências Agrárias (ICA), da Escola de Engenharia, da Faculdade de Direito, da Faculdade de Ciências Econômicas (Face) e do Departamento de Química acompanharam os colegas da Fafich e deciriam, em sua maioria, pelo término imediato da paralisação, sem seguir as orientações do CNG. A decisão foi ratificada em votação geral na assembleia, com todos os professores presentes. Sindicato havia sugerido fim da paralisação Na última semana, o APUBH chegou a publicar um documento sugerindo à categoria encerrar a greve. O material lembra que a proposta do governo não atende todas reivindicações, mas "traz algumas inovações importantes". Entre os principais pontos positivos apontados pela diretoria do APUBH estão o "indicativo de aumento salarial frente às demais carreiras" e "a possibilidade de ascensão à classe de Titular sem a necessidade de concurso público". No entanto, a proposta acabou derrotada na assembleia anterior. Governo bateu pé em reajuste mínimo de 25% Depois de fazer alarde em torno da primeira proposta, que acabou recusada nas assembleias, o Ministério do Planejamento bateu o pé na oferta posterior, que ampliou o reajuste mínimo oferecido aos docentes de 12% para 25% e manteve o reajuste máximo, para os professores no auge da carreira, em 40%. Entenda. No entanto, questões relacionadas com a reestruturação da carreira, principal ponto cobrado pelos grevistas, acabaram ficando de fora da última proposta. Em comunicado divulgado no início desta semana, o Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes) lembrou que o Projeto de Lei nº 4.368/12, que dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal, "mantém a proposta de carreira docente rejeitada pela categoria e não é produto de uma negociação". Segundo o Andes, pontos como a expansão universitária, infraestrutura e contratação e capacitação de docentes não foram discutidos e seguem fora da proposta. Acompanhando voto a voto O Diretório Central dos Estudantes da UFMG (DCE) divulgou em sua página no Facebook todos os andamentos da assembleia nesta tarde. Pela rede social, os universitários manifestaram sua ansiedade pelo retorno às aulas e opinaram sobre o fim do movimento. "Tá (sic) pior que clássico Galo x Cruzeiro", postou um estudante, que foi acompanhado pelos colegas: "na torcida", "ansiosa" e "será que amanhã faço meu registro?" (veja na foto).

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