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Professores da rede pública poderão fazer cursos de capacitação nos EUA

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postado em 11/09/2012 14:39 / atualizado em 11/09/2012 15:05

Guilherme Feijó/ ACS/Capes
Professores da rede pública de ensino do Brasil poderão fazer cursos de capacitação e aperfeiçoamento nos Estados Unidos a partir de janeiro de 2013. O acordo assinado nesta segunda-feira (10/9) entre o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, e o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, levará 540 professores de inglês do ensino básico brasileiro para participarem de atividades de formação acadêmica e cultural em cerca de 20 universidades americanas. Esta é a terceira edição do programa.

“Investir na formação qualitativa dos professores é investir diretamente na qualidade da educação pública brasileira”, defende Olga Cristina Rocha de Freitas, representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). Para ela, projetos como esse não apenas estreitam os laços entre os países, “mas efetivamente revertem-se em uma educação de qualidade social”.

O curso intensivo de seis semanas dará aos docentes a possibilidade de fortalecer o domínio da língua inglesa em aulas que terão como foco o compartilhamento de ideias, a melhoria de métodos de ensino, o uso de tecnologias aliado à disciplina e novas formas de avaliação que estimulem a participação do aluno em sala de aula.

Globalização
Thomas Shannon, acredita que este acordo demonstra, além de um salto quantitativo e qualitativo no ensino local, a capacidade de o governo brasileiro se adaptar ao mundo globalizado. “Para nós, isso indica que o projeto é algo orgânico, que está sempre crescendo e que vai ser difícil de parar, já que o Brasil tem interesse de preparar sua educação universitária e economia para o que a globalização exige. Ter um parceiro como este, de muita vontade, é exatamente o que precisamos”, avalia o embaixador americano.

O programa é uma parceria entre a Capes, a Embaixada dos Estados Unidos, a Comissão Fulbright para Aperfeiçoamento para Professores de Língua Inglesa nos EUA e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). A terceira edição do Programa de Aperfeiçamento para Professores de Língua Inglesa nos Estados Unidos da América começa a ser conhecido como “Escola sem fronteiras” - em aproximação ao projeto “Ciência sem fronteiras”, que envia estudantes para formação em faculdades estrangeiras -, e ocorre desde 2010.

Nesse período, o programa já enviou três turmas à Universidade de Oregon, única instituição aliada ao projeto até então. Desta vez, algumas das universidades anfitriãs serão a Universidade do Texas, a Universidade de Boston, a Universidade de Miami, a Universidade do Arizona e a Universidade de Notre Dame, em Indiana. A primeira edição do programa (2010) levou 20 professores, e a segunda, 50, divididos em duas turmas de 25 (ambas em 2011).

Preparação intensiva
Na edição que ocorre ano que vem, cada estado brasileiro e o Distrito Federal encaminhará cerca de 20 docentes para fazer o curso intensivo de seis semanas em instituições de ensino norteamericanas. Dez para cada um dos dois tipos de cursos disponíveis. Os custos da viagem serão totalmente financiados pela Capes e pelo governo dos Estados Unidos. Nisso, inclui-se ajuda de custo de U$ 500, alojamento universitário, alimentação, seguro saúde, passagem aérea internacional de ida e volta, taxas escolares e material didático.

A seleção dos candidatos, que prevê preenchimento de formulário on-line e teste de proficiência na língua inglesa, indicará um dos dois cursos disponíveis no programa para os professores. O primeiro é o curso de desenvolvimento de metodologias de ensino, voltado para professores com conhecimento avançado da língua inglesa, e o segundo, é para professores que necessitem melhorar habilidades específicas na língua estrangeira.

“O professor, ao aprender mais sobre a língua estrangeira, desenvolve não apenas o profissional e pessoal, mas passa o conhecimento adquirido a serviço dos alunos. Ao voltar, ele traz novas metodologias, novas ideias de uso de tecnologias, novas perspectivas”, analisa Carmen Moreira de Castro Neves, diretora de formação de professores da educação básica da
Capes. Ela, assim como Jorge Guimarães, presidente do órgão, avaliam que a educação básica brasileira é o grande desafio estruturante do país e que esse, além de outros diversos programas da instituição, ajudam nesse desafio.

“As redes de conhecimento criadas pelos professores que voltam, servem como um local de compartilhamento de ideias que por si só ja gera um grande retorno ao ensino brasileiro. Isso, sobretudo para os estudantes que terão esse conhecimento revertido em aprendizado”, garante Guimarães.

Para concorrer a uma vaga, o candidato precisa preencher o formulário de inscrição on-line no site da Comissão Fulbright, anexar os documentos pedidos e escrever uma carta de intenções, que deverá ser enviada juntamente com o formulário. As inscrições vão até 15 de outubro. O resultado final da seleção sai dia 30 de novembro.

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