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Correio Braziliense

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Eleiçôes na UnB

De volta às urnas

Hoje e amanhã, professores, funcionários e alunos escolhem Ivan Camargo ou Márcia Abrahão reitor da Universidade de Brasília

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postado em 12/09/2012 08:00 / atualizado em 11/09/2012 12:12

Por que devo ser a próxima reitora "Porque tenho convicção de que, com a minha experiência, com a minha formação e com a minha forma de trabalhar, tenho condições de contribuir para que a universidade atinja os seus objetivos, para que a Universidade de Brasília atinja sua missão de uma forma democrática; além de chegar à excelência acadêmica no ensino, na pesquisa, na extensão, na gestão e na convivência das pessoas. A experiência administrativa na instituição que tive à frente do Decanato de Ensino de Graduação (DEG) --entre 2008 e 2011--, além da minha formação e a do candidato a vice-reitor pela chapa 80, professor Marcelo Bizerril, no câmpus de Planaltina; e a forma de trabalho democrática, colegiada, que respeita a diversidade, a complexidade e a pluralidade da universidade nos dão condições para administrar a universidade nos próximos quatro anos." Márcia Abrahão, chapa 80 -- O amanhã fazemos juntos

 

Por que devo ser o próximo reitor "Porque a universidade precisa de mudanças. Precisamos de uma gestão mais eficiente e de união dentro da UnB. Esses foram alguns dos motivos que me fizeram sair como candidato. Por isso, quero ser reitor da instituição. As duas questões centrais de todos os lugares onde vou são a da segurança e a da desburocratização. A melhoria desses dois pontos estão muito relacionadas com a gestão, dentro do eixo que pretendo trabalhar. Com ações simples, a gente consegue dar um ganho significativo na qualidade de vida da comunidade acadêmica. Precisamos também de algumas outras melhorias, como a acessibilidade. A gestão do patrimônio também está entre as prioridades, é necessário discutir com toda a comunidade a possibilidade de os professores usarem os imóveis funcionais. Além disso, trabalharei com transparência. Esse é o nosso compromisso." Ivan Camargo, chapa 86 -- UnB somos nós 

 

As votações para eleger o novo reitor da Universidade de Brasília (UnB) começam hoje, em um clima bem diferente do instalado no primeiro turno, quando a instituição saía de uma greve de mais de 90 dias. Agora, a expectativa é de que o número de eleitores aumente. Na primeira oportunidade de a comunidade se manifestar, 9.125 professores, alunos e servidores foram às urnas. A Comissão Organizadora da Consulta (COC) espera que esse quantitativo aumente para 12 mil, entre os cerca de 39 mil votantes em potencial. A última oportunidade de opinar é amanhã e o resultado será divulgado apenas na quinta-feira.

As cédulas com os números das chapas “80 – O amanhã fazemos juntos” e “86 – UnB somos nós”, lideradas, respectivamente, pelos professores Márcia Abrahão e Ivan Camargo, começarão a ser depositadas, na maioria dos casos, às 9h. Somente no Hospital Universitário (HUB) e na Faculdade de Educação o início será às 7h, devido ao regime de plantão dos servidores desses locais. As votações encerram às 21h nos dois dias. Serão 20 seções, todas com urnas separadas para cada segmento — docentes, servidores e estudantes. Dezessete delas estarão no câmpus Darcy Ribeiro, na Asa Norte, e as outras três nos de Planaltina, Ceilândia e Gama.

Embora as regras sejam as mesmas da primeira consulta, é preciso ter atenção na hora de procurar os locais de votação, pois houve acréscimo de uma seção. “O ajuste foi para cerca de 3 mil eleitores. Aumentamos de 19 para 20 seções porque, em alguns casos, a localização geográfica não ajudava. Mas foram poucas mudanças, se pensarmos em um universo de quase 39 mil pessoas”, afirmou o representante da Associação de Docentes (AdUnB) na COC, Paulo Celso dos Reis Gomes. Tudo será organizado de acordo com as matrículas e locais de lotação. A proximidade de cada local para facilitar a presença da maioria foi avaliada pela COC.

Nas seções definidas — a lista completa pode ser acessada no site www.unb.br —, os eleitores deverão assinar uma lista com o nome e matrícula de cada um. Se os dados não estiverem no documento, três locais especiais estarão preparados para atender esse público, os chamados voto em separado. Esse problema pode ocorrer para aqueles recém-matriculados, transferidos ou por eventual erro no sistema. Nesses casos, professores devem votar na AdUnB; alunos, no Diretório Central dos Estudantes (DCE); e servidores, no Sindicato dos Trabalhadores da UnB (Sintfub).

As 20 seções estarão munidas com 53 urnas, emprestadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). As chapas dos candidatos à Reitoria da UnB terão direito a 50 fiscais cada. Para verificar os dados dos eleitores, serão 72 mesários. Todos devem levar carteira de identidade e documento funcional. As cédulas estão divididas por cor: cinza para estudante, verde para professor e laranja para técnico.

Divulgação

O resultado da eleição será divulgado na quinta-feira. A COC começa a apurar os votos às 9h de quinta-feira. Um novo esquema de contagem deve acelerar o resultado. No primeiro turno, os nomes dos dois postulantes mais votados entre os 10 concorrentes só foram conhecidos às 20h. Nesta etapa, a expectativa é de que o resultado saia entre as 15h e  as16h. Na sexta-feira, reunião do Conselho Universitário decidirá se adota ou não o nome do eleito.

Até 17 de setembro, a lista tríplice deve ser encaminhada ao Ministério da Educação. O nome de Volnei Garrafa estará na terceira colocação. O órgão encaminhará a lista para a presidente Dilma Rousseff, que apontará o nome para gerir a instituição de 2012 a 2016. Em 18 de novembro, o atual reitor, José Geraldo de Sousa Júnior, deixa o cargo e o eleito assume a cadeira.

As regras definidas pela COC consagraram a paridade dos votos de professores, alunos e servidores técnicos administrativos. Nesse modelo, cada segmento tem o potencial de atingir 33% de peso nos votos. Porém, esse percentual varia de acordo com a presença de cada um nas urnas. O peso é proporcional ao número de votantes, ou seja, se 100 estudantes e 500 professores votarem, eles atingirão percentuais diferentes na soma total.

Manhã sem água no ICC

As obras de construção da ciclovia no câmpus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília perfuraram canos da rede de abastecimento de água no último sábado. Para reparar os estragos, técnicos da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) tiveram de interromper durante toda a manhã de ontem o fornecimento de água do Instituto Central de Ciências (ICC), o principal edifício do complexo universitário na Asa Norte. A Caesb informou que o abastecimento foi normalizado no início da tarde. As obras da ciclovia são promovidas pela própria UnB. Quando concluído, o circuito deverá ter 13km de extensão e ligar os principais prédios do câmpus, como Biblioteca Central, ICC e Reitoria. 

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