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Ensino de línguas

Professores brasileiros buscam aperfeiçoamento fora do país

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postado em 14/02/2013 12:15 / atualizado em 14/02/2013 12:17

A vida da professora de inglês Estela Knitter Barros mudou depois da participação em programa de aperfeiçoamento nos Estados Unidos, no início de 2011. Durante seis semanas, ela tomou parte em atividades de capacitação e de treinamento na Universidade de Oregon, na cidade norte-americana de Eugene, com outros professores brasileiros da rede pública, integrantes de um grupo de 20 selecionados.

Para a professora, formada em letras (português e inglês), com especialização em literatura brasileira, foi uma oportunidade de aprimorar os estudos, praticar o idioma em ambiente real, melhorar a pronúncia e vivenciar a cultura local. Além disso, ela pôde avaliar comportamentos, atitudes, maneiras de pensar e estilo de vida que, embora não apareçam detalhados em livros, despertam a curiosidade dos alunos.

“Foi uma experiência incrível, que me deixou mais confiante, segura, menos temerosa em relação àquilo que é novo ou que não conheço”, ressalta Estela. A professora destaca ainda as amizades feitas em outras regiões do Brasil. “Percebi que não é tão difícil conviver com pessoas tão diferentes em uma situação nova, mas é preciso ter paciência, compreensão, moderação, saber ceder em muitos momentos.”

Estela recomenda a experiência a outros professores. “É uma oportunidade única de vivenciar o que ensinamos, já que minha experiência com o idioma era a proporcionada pelos livros, filmes”, diz. Com os alunos, ela procura aplicar o que aprendeu ao desenvolver atividades que enfatizam a pronúncia e estimulam a conversação. Há 14 anos no magistério, ela leciona no Centro Cultural de Línguas Padre Raimundo José (CCL), em Teresina. Também dá aulas na rede pública de ensino de Caxias, Maranhão, município vizinho à capital piauiense.

A professora participou do Programa de Aperfeiçoamento para Professores de Língua Inglesa nos EUA, uma parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação com a Comissão para Intercâmbio Educacional entre EUA e Brasil (Fulbright) e com a Embaixada dos EUA no Brasil. Na primeira edição, em 2011, o programa atendeu 20 professores. Na segunda, em 2012, outros 50.

Dimensão — Em 2013, o programa ganha nova dimensão e novo nome: Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores de Língua Inglesa nos Estados Unidos (PDPI). A oferta agora é de 540 bolsas em 19 universidades norte-americanas. Os professores selecionados para a primeira edição deste ano embarcaram em janeiro. A professora Diane Blank Bencke, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, câmpus de Farroupilha, está entre eles. Segundo ela, a experiência na Universidade do Missouri, em Kansas City, representará a oportunidade de aperfeiçoamento profissional, desenvolvimento do domínio da língua inglesa e da competência de ensino do idioma, além do contato com a cultura norte-americana.



Com mestrado em letras, graduação em letras (português–inglês e respectivas literaturas) e experiência de nove anos no magistério, Diane espera apreender aspectos linguísticos e culturais do inglês falado nos EUA e fazer contatos profissionais. “Sabemos do avanço de várias pesquisas na área de letras nos EUA”, enfatiza a professora. “Poderei aprofundar conhecimentos sobre técnicas de ensino, especialmente sobre o ensino de uma língua estrangeira a partir de novas tecnologias”, destaca.

Em junho e julho próximos, mais 540 professores de língua inglesa em exercício na rede pública terão oportunidade de participar das aulas nos EUA.
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