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Professores da rede pública aprovam nova proposta de reajuste do governo

Os docentes fizeram um minuto de silêncio em homenagem à professora Christiane Silva Mattos, assassinada na semana passada

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postado em 03/04/2013 11:40 / atualizado em 03/04/2013 13:02

Gustavo Aguiar

Ronaldo de Oliveira/CB/DA Press
Os professores da rede pública do Distrito Federal aprovaram a nova proposta de reajuste feita pela governo. Eles se reuniram em assembleia na Praça do Buriti. O encontro teve início por volta 9h30. De acordo com estimativa da Polícia Militar, há entre 4 e 5 mil pessoas no local.

Na terça-feira (2/4), às 18h, o governador Agnelo Queiroz se reuniu com representantes da categoria e apresentou a nova proposta, que mantém o reajuste mínimo de 23,7% até 2015, mas acrescenta que esse reajuste pode chegar a 33% para os docentes que recebem algum tipo de gratificação extra, como os que trabalham com alfabetização, em escolas rurais ou no ensino especial.

O menor índice de reajuste atingiria os professores que não têm vínculo com a administração e aqueles que ingressaram recentemente na carreira. O Sinpro calcula que esses profissionais sejam cerca de 600. Além disso, o governo se comprometeu a incorporar o valor da Tidem ao vencimento dos professores já em março 2014, um ano antes da proposta inicial.

Isonomia distante
Embora o reajuste total atinja os 15,83% prometidos pelo GDF para toda a categoria, o Sinpro estima que o ganho real até 2015 seja de 6%. Washington Dourado, membro da direção do sindicato, lembra, porém, que o objetivo da negociação não era apenas a readequação salarial. "Não estamos tratando apenas de um reajuste, e sim de um plano de carreira", disse, durante um discurso na assembleia.

Para Rosilene Correia, membro da mesa de negociação da diretoria do Sinpro, a aprovação da proposta nova não significa que a categoria está satisfeita. "Buscamos a isonomia com outras carreiras do serviço público, e ainda estamos muito longe de alcançar isso."

A aceitação do reajuste reapresentado pelo governo conclui hoje um processo de reivindicação e negociação que começou com a greve de 2012. "O processo foi longo e cansativo. Quem acompanhou a greve presiçou repor aulas, e compareceu a assembleia consciente dos prejuízos que essa demora provocou a todos. Mas sem ela seria impossível alcançarmos algum direito", explica Rosilene. Segundo ela, o cansaço dos professores motivou o fim desse processo. "Fizemos o que foi melhor neste momento", garante.

Antes da votação, representantes do sindicato e docentes chegaram a defender uma avaliação cautelosa da proposta, pois houve poucas horas desde a reunião de negociação para debatê-la. Apesar de ter sido acatada por ampla maioria, a proposta 

Luto
Durante a assembleia, os professores fizeram um minuto de silêncio em homenagem à professora Christiane Silva Mattos, assassinada na última quinta-feira (28/3).

Além dos docentes do GDF, estavam presentes representantes da Central Única de Trabalhadores (CUT), da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

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