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Sete cientistas brasileiras são premiadas no Para mulheres na ciência 2014

Cerimônia organizada pela L'Oréal, Unesco e Academia Brasileira de Ciências ocorreu no Rio de Janeiro na terça (21)

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postado em 23/10/2014 14:53 / atualizado em 23/10/2014 15:02

O Copacabana Palace foi palco da cerimônia de entrega do prêmio Para mulheres na ciência, um parceria da L'Oréal com a Unesco no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). A premiação reconhece e promove as cientistas brasileiras e garante visibilidade ao trabalho das sete pesquisadoras contempladas, além de oferecer condições favoráveis para a continuidade dos seus projetos por meio de auxílio financeiro. Cada pesquisadora recebeu bolsa-auxílio no valor de US$ 20 mil.

As sete cientistas vencedoras deste ano foram: Manuella Pinto Kaster e Patrícia de Souza Brocardo, de Santa Catarina; Maria Carolina de Oliveira Rodrigues e Ludhmila Abrahão Hajjar, de São Paulo; Letícia Faria Domingues Palhares, do Rio de Janeiro; Ana Shirley Ferreira da Silva, do Ceará; e Carolina Horta Andrade, de Goiás. Nesta edição, foram inscritos mais de 300 trabalhos.

“Nada é mais fascinante para uma empresa de beleza inovadora do que contribuir para que a Ciência ganhe força pelas mãos das mulheres. As vencedoras desta edição são merecedoras de todo nosso reconhecimento e admiração. Seus relevantes estudos nas mais diferentes áreas de pesquisa propõem grandes avanços em prol da ciência”, explica Didier Tisserand, presidente da L’Oréal Brasil. A Unesco estava representada pelo Coordenador do Setor de Ciências Naturais no Brasil, Ary Mergulhão, e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), pelo seu presidente, Jacob Palis.

Além da solenidade de entrega dos prêmios, foi promovida uma mesa-redonda para a troca de informações e experiências entre cientistas em diferentes níveis de carreira e de vida. Estiveram presentes vencedoras de todas as edições do Para mulheres na ciência, estudantes, representantes da Unesco e da ABC e jornalistas especializados.
Rosane Bakierman/Divulgação

Programa beneficiou 61 cientistas brasileiras
Desde 2006, cientistas são escolhidas pela qualidade e pelo potencial de pesquisas desenvolvidas em instituições brasileiras. São projetos que colocam as mulheres na linha de frente do conhecimento e fomentam sua participação no tão concorrido cenário científico. O Para mulheres na ciência já distribuiu US$ 1,2 milhão em bolsas-auxílio (aproximadamente R$ 3 milhões) no Brasil. As inscrições para o prêmio ocorreram de março a maio, e a revelação dos projetos selecionados, em agosto. Para mais informações sobre as cientistas e sobre o prêmio, acesse o site http://loreal.abc.org.br/fellows2014.asp.

Sobre o For Women in Science
Lançado em 1998, o For Women in Science, fruto de uma parceria entre a Fundação L’Oréal e a Unesco, foi o primeiro prêmio dedicado às cientistas mulheres em todo o mundo. A cada ano, cinco notáveis pesquisadoras, uma por continente, são laureadas no programa. Ao longo dos últimos 16 anos, 82 cientistas de diferentes continentes, incluindo duas que foram depois vencedoras do Prêmio Nobel, foram premiadas em cerimônias que ocorrem anualmente, na França. Cinco brasileiras foram premiadas na edição Internacional: Mayana Zatz, geneticista da USP; Belita Koiller, física da UFRJ; Lucia Previato, biomédica da UFRJ, a astrofísica Beatriz Barbuy, da USP, e a física Marcia Barbosa, da UFGRS, vencedora do prêmio em 2013.

Além do reconhecimento às grandes cientistas mundiais, o programa, em desdobramentos internacional e regionais, incentivou mais de 2 mil mulheres de 115 diferentes países a darem continuidade a suas carreiras e a seus importantes projetos de pesquisa.

Menos de um pesquisador em três é mulher
Grandes passos foram dados nas últimas décadas, mas, ainda hoje, há bem menos mulheres que homens obtendo doutorado em ciências e ocupando cargos de liderança em laboratórios, universidades e instituições de pesquisa. É o que confirma o relatório internacional encomendado pela Fundação L’Oréal para a Boston Consulting Group que mostra que, desde o final dos anos 1990, a porcentagem de mulheres na pesquisa científica aumentou apenas 12%. A pesquisa concluiu também que menos que de um pesquisador em três é mulher. A inevitável conclusão é que a equivalência entre homens e mulheres pesquisadoras pouco melhorou. Apenas 32% das bachareladas em ciências são mulheres. Essa proporção cai para 30% em mestrados e 25% para doutorados.
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