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Concursos

30.899 oportunidades à vista

Apenas para o governo federal, seleções oferecem mais de 9 mil cargos. Prazo de inscrição de alguns certames termina hoje

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postado em 25/09/2012 08:00 / atualizado em 24/09/2012 13:15

Vera Batista

Depois de um período de escassez, as chances de acesso ao serviço público se ampliam a cada dia em tem todos os estados do país e no Distrito Federal. Mas, para identificá-las, os candidatos precisam ficar atento aos prazos de inscrição — presencialmente ou pela internet —, às áreas de sua preferência e aos locais onde há maior oferta. O Correio fez os cálculos e concluiu que existem, hoje, 30.899 vagas disponíveis nos concursos públicos, distribuídas pelo Brasil. Só em Brasília, são 476 colocações. Os órgãos nacionais ostentam 9.403 postos. Há também 21.020 chances estaduais e municipais. Em alguns casos, o prazo de inscrição termina hoje, casos do Exército Brasileiro, do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Marinha do Brasil.

A maioria das inscrições se encerra em 22 de outubro. Encontre a entidade pública de sua preferência, olhe no edital a matéria com maior peso na nota e mantenha o foco nela, aconselha o professor Ernani Pimentel, presidente da Associação Nacional de Proteção e Apoio dos Concursos (Anpac). “E não se esqueça de ver, principalmente, qual o programa de português, cadeira que reprova 70% dos candidatos.”. Em seguida, é fundamental analisar, com sinceridade, seus compromissos diários, de modo a fazer uma programação adequada, identificando a quantidade real de tempo disponível para estudar. “Tem que se tomar como ponto de honra a criação de uma rotina e mantê-la. O esforço será apenas nos dois primeiros meses, daí para frente, a coisa acontece”, salientou.

Na avaliação de Mariano Borges, professor do Gran Cursos, é importante, a princípio, definir o cargo desejado, aquele que se aproxime ao máximo do emprego dos seus sonhos. “Acho importante prestar qualquer concurso para treinar. Mas é preciso definir o que, efetivamente, se quer. Porque você vai ficar lá por 30 ou 35 anos e não vai ser fácil permanecer na função durante esse tempo todo”, disse.

Terceirização
Borges aconselhou começar a estudar pela matérias básicas, comuns a todos os concursos: português, direito administrativo e direito constitucional. E, para quem vai arriscar um certame pela primeira vez, se inscrever em um curso preparativo para aprender as estratégias de concentração e de divisão das tarefas é aconselhável. “Esses cursos sempre dão um norte de como organizar os estudos”, afirmou. Ele garantiu que quem estuda, passa. “Não tem esse negócio de ser ou não ser inteligente. A palavra é persistência. Nunca vi ninguém não passar após dois ou três anos de dedicação. Só existem duas categorias de cidadãos: os que são aprovados e os que desistem. E tem gente que estuda só três meses e consegue”, destacou.

O professor refuta, também, os argumentos de que o serviço público é inchado e ineficiente, porque o candidato que agora se esforça para passar é o mesmo que, depois, se transformará em mau exemplo. “É uma visão distorcida. O concurso é uma forma de trazer moralidade”, enfatizou Borges.

Ernani Pimentel também fez questão de combater o discurso de analistas do mercado financeiro sobre gastos excessivos do governo com pessoal. “É propaganda daqueles que querem ganhar dinheiro com serviços terceirizados. Há muitos cargos vagos que devem ser urgentemente preenchidos”, afirmou. Em seus cálculos, se todos as posições disponíveis estivessem ocupadas, o que não acontece — devido à terceirização de mão de obra —, para manter a máquina funcionando e se aproximar a países de alto nível de eficiência, como Alemanha e Japão, o Brasil precisaria aumentar em 20% o número de servidores públicos.
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