SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Vestibulandos estudam mesmo durante as festas de fim de ano

Vestibular da UnB ocorre em 12 e 13 de janeiro. Candidatos aproveitam as festas de fim de ano para relaxar, mas não podem abandonar os estudos

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 26/12/2012 17:20 / atualizado em 27/12/2012 10:30

Com a aproximação das datas do vestibular da Universidade de Brasília (UnB), e o período de férias e as festas de fim de ano, a recomendação de professores e especialistas é uma só: o estudante pode até aliviar o ritmo nas próximas semanas, mas abandonar os livros totalmente é por em risco todo o período de preparação ao longo de 2012.

A aplicação do vestibular será nos dias 12 e 13 de janeiro de 2013, e vai oferecer para o 1º semestre do ano 2.092 vagas em 96 cursos. A UnB informou ainda que, para este certame, a instituição vai reservar 305 vagas para o sistema de cotas que atende aos estudantes oriundos de escolas públicas. Além disso, 421 vagas vão ser destinadas aos estudantes negros, conforme previsto na Lei das Cotas. Ambas as reservas representam, ao todo, 34% das vagas disponíveis. A previsão para a divulgação dos locais de realização das provas, conforme o edital, é em 4 de janeiro.

O vestibulando Pedro Sousa, de 18 anos, disputa uma vaga no curso de direito da UnB. Ele diz que está confiante porque já foi aprovado no último vestibular da instituição para o curso de comunicação social. “Resolvi mudar de curso, mas a estratégia que usei no passado não se alterou”, explica Pedro. O candidato reserva cerca de seis horas diárias de estudo, mas durante as festas de fim de ano, resolveu se dar um recesso. Segundo ele, equilibrar lazer e dedicação ao exame na reta final é essencial para atingir o sucesso, mas garante que retoma a agenda logo depois do réveillon. "Mas estou de olho nas notícias, lendo livros... então não é um recesso integral, explica.

“O que faço sempre é pensar sobre a matéria que estou estudando em vez de decorá-la. Isso me ajuda a entender as questões do vestibular. Ou seja, mesmo se eu esquecer alguma fórmula, posso entender o que a questão está me cobrando, e é mais fácil analisá-la”, sugere o candidato.

Para a colega Jayana Araújo, de 18 anos, decorar é importante quando não há outra opção. Este é o quinto vestibular da UnB que a estudante presta, mas é a primeira vez que definiu enfermagem como o curso que realmente quer fazer. A candidata diz que sempre se deu bem nas provas de humanas, mas sofre para resolver as questões de física. “As fórmulas são o mais difícil para mim. Algumas vezes eu até sabia resolver a questão, mas esquecia a fórmula. O jeito foi memorizar”, ela conta.

Jayana faz como Pedro, e mesmo tendo reduzido as 12h diárias de estudo, continua ligada no que acontece. "Estou sempre revisando na mente os conceitos, mesmo sem pegar nos livros. Aí quando surge uma dúvida insuportável, não aguento e checo. Mas retomo o ritmo normal depois de 1º de janeiro", diz.

O medo da redação
O professor de português Rafael Riemma considera que a redação é uma das maiores preocupações para os candidatos a uma vaga no vestibular da UnB. O medo se explica porque a prova tem muita importância e peso considerável na aprovação do candidato. Desde 2012, a redação tem caráter classificatório, oiu seja, será calculada com as outras provas e afeta a nota final.

Rafael explica que os temas cobrados pela instituição tendem a ser muito subjetivos, e que a argumentação fica prejudicada se o aluno não souber se posicionar de forma mais concreta sobre o assunto cobrado. Já que não dá para escolher o tema sobre o qual se quer falar, o jeito é utilizar os textos da prova para sustentar a argumentação.

“A prova da UnB é temática. Então tudo o que estiver nas questões ao longo do exame pode ser uma ferramenta importante para o candidato resolver a redação”, recomenda o professor. O ideal é ler o tema da redação antes de resolver a prova, mas deixar para escrevê-la por último. “Assim, o aluno vai acumulando argumentos possíveis para fazer uma boa dissertação.”

Confira outras dicas que o professor Rafael Riemma selecionou para você se dar bem na redação da UnB:

Atenha-se aos textos da coletânea oferecida na prova
A dificuldade de argumentar com ideias fortes e concisas é uma das maiores reclamações dos candidatos. O segredo está em buscar nos textos da prova informações que contribuam com a redação. A coletânea de textos é um norte para o candidato organizar a tese que vai elaborar.

Deixe claro a ideia que vai defender
Não importa qual gênero for, o candidato precisa ter certeza sobre o que está escrevendo. Todo texto tem um tema principal, que é desenvolvido por meio de subtemas correlatos. A dificuldade na hora de selecionar temas e subtemas é que, no desenvolvimento do texto, você pode acabar fugindo do tema cobrado. Por isso, a sugestão é fazer um roteiro de seu texto antes de começá-lo. E, principalmente, seguir o planejado.

Concisão é importante. Resumir demais pode ser fatal
Em um texto que não pode passar das 30 linhas, é importante o candidato se ater às ideias mais importantes e impactantes do tema exigido. A estrutura é simples: um parágrafro de introdução, dois ou três de desenvolvimento, um de conclusão. O tópico frasal é uma estrutura impactante abre com um resumo sintético e rápido a ideia do parágrafo. Mas use o estilo moderadamente. Frases curtas devem ser intercaladas com frases um pouco maiores, para dar maior ritmo ao seu texto e prender a atenção do leitor.

A língua é uma aliada: use-a bem
A prova da UnB normalmente exige o padrão culto da língua. Isso significa que não dá para utilizar expressões e estruturas usadas na internet ou empregadas na oralidade. Verificar a regência dos verbos é dica primordial: se no dia-a-dia você diz “essa é a menina que gosto”, na redação a estrutura está errada. Quem gosta, gosta de alguém. Por isso, o correto a dizer é: “essa é a menina de que (ou de quem) gosto”. Pontuação correta também é uma exigência. Na dúvida, ponha um ponto final e recomece a ideia numa nova frase.

Argumentação é impessoal e sem exageros
Expressões como “eu acho”, “eu penso”, “eu avalio” devem ser descartadas, a não ser que o enunciado da redação peça assim. A argumentação deve ser impessoal e, por isso, além da partícula “-se” de indeterminação do sujeito, a voz passiva é uma boa aliada (desde que usada com equilíbrio). Um texto apaixonado demais, cheio de marcas de emoção e exclamações pode parecer piegas. Procure um tom moderado e analítico antes de escrever. Considere que para toda tese existe uma antítese, e ela deve estar também no seu texto.

E o título?
Segundo o edital do vestibular, o uso do título é facultativo. Assim, o aluno pode simplesmente começar a desenvolver a ideia na primeira linha — e não na linha da margem — da folha de respostas sem nenhum prejuízo. Mas, se você optar por colocar título, obedeça as normas oficiais: ele deve aparecer centralizado, com apenas a inicial em maíusculo (a não ser que haja um nome-próprio no meio da oração), e sem pontuação. Não precisa sublinhar, saltar linha ou fazer qualquer coisa que o destaque ainda mais: o padrão de título já confere a essa estrutura o destaque necessário. Como a redação só pode ter 30 linhas, a recomendação é a de que, dando um nome para o texto, em vez de 30, você terá apenas 29 linhas para desenvolver a ideia.

Tags:

publicidade

publicidade