Acompanhe a correção da prova do Enem aplicada neste sábado em tempo real

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postado em 26/10/2013 19:47 / atualizado em 26/10/2013 19:04

Mariana Niederauer

O Eu, Estudante transmite, em tempo real, a correção das questões do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2013. Os professores do Sistema Ari de Sá (SAS) se reuniram após o exame e estão resolvendo e comentado as questões. Também é possível acessar o comentário das questões. Logo mais, às 22h, estará disponível o gabarito extraoficial completo.

Acompanhe a correção ao vivo

Neste sábado (26), os participantes responderam as questões de ciências humanas e suas tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia) e de ciências da natureza e suas tecnologias (química, física e biologia). O professores consideraram a prova com nível de dificuldade de médio a alto e, apesar de ter sido bem elaborada, poderia trazer temas mais atuais para a discussão.

Amanhã (27), será a vez das questões de linguagens, códigos e suas tecnologias (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação), assim como matemática e suas tecnologias, além da redação.

O Eu, Estudante também transmitirá a correção em tempo real logo após a prova e divulgará os gabaritos extraoficiais às 22. Confira abaixo os comentários dos professores do Ari de Sá sobre a prova deste sábado.

História
Nas de história, os assuntos contemporâneos se limitaram à questão palestina e à Guerra Civil Espanhola. Temas como a Primavera Árabe, os conflitos na Síria e as manifestações de junho e julho no Brasil não foram abordados. Apesar disso, uma das perguntas de sociologia tratou do papel transformador da juventude. “Acredito que foi uma abordagem moderada, sem gerar conflito entre a comunidade acadêmica e os partidos”, pondera o professor Carlos David.

Geografia
Já nas questões de geografia, José Fernandes Filho destaca a abordagem da questão indígena e da seca na Região Nordeste, por meio do texto de Euclides da Cunha. Ele sentiu falta, porém, de temas mais críticos ligados à América Latina e à crise do modelo neoliberal. Nesse sentido, como a morte do presidente venezulano Hugo Chávez e o governo da ex-primeira ministra da Inglaterra Margareth Thatcher — que também morreu este ano. “O grau de cobrança da prova este ano ficou acima das minhas expectativas. Eu imagino que o aluno de escola pública tenha tido dificuldade na resolução dessas questões, porque elas foram muito técnicas e exigiram uma interpretação textual elevada”, completa.

Química
“As questões de química não foram intuitivas, ou seja, o aluno que não estudou para fazer essa prova não se saiu bem”, afirma a professora de química Marisleny Brito. A especialista sentiu falta de textos mais atuais para contextualizar as questões — alguns deles tinham mais de 10 anos — e criticou as mudanças implantadas no exame nos últimos anos. “Acredito que, para que as universidades pretendem, o grau de exigência está correto, mas quando o Enem começou tinha uma proposta de democratização da educação e isso está se perdendo”, avalia.