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Estudante faz prova do Enem para conseguir bolsa do Ciência sem Fronteiras

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postado em 27/10/2013 15:11 / atualizado em 27/10/2013 16:01

Mariana Niederauer

Marcelo Ferreira/CB/DA Press
Além de servir como critério de acesso às universidades públicas, a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é pré-requisito para quem pretende se candidatar a uma bolsa de graduação do programa Ciência sem Fronteiras (CsF). Mesmo os estudantes que entraram na universidade antes da criação do programa precisam ter a nota mínima de 600 no exame.

Bruno Marques, 20 anos, estudante do 3º semestre de agronomia da Universidade de Brasília (UnB), não concorda com a exigência, mas como pretende viajar para o exterior pelo programa, inscreveu-se no exame deste ano e participa das provas neste fim de semana. "É uma besteira o governo cobrar um exame de nível médio para um aluno que está na universidade. Poderia haver outra avaliação dentro do ensino superior para saber se o aluno merece ou não a bolsa", opina.

O estudante achou a prova de sábado confusa e não sabia o que esperar da redação, pois acredita que os temas cobrados mudam muito de um ano para o outro. Precavido, Bruno levou água, barra de cereal, biscoito e chocolate para ter energia durante a prova e não perder a concentração.

Em situação semelhante, Carlos Menezes, 18 anos, calouro de Ciência da Computação da UnB, faz o exame pela primeira vez, também para concorrer a uma vaga pelo CsF. O jovem, que deixou a prova logo após o tempo mínimo, devido a um mal estar, também discorda do uso no Enem como requisito de candidatura ao programa de intercâmbio. “Depois que entramos na universidade deixamos de ver diversos assuntos trabalhados no ensino médio. Fazer o graduando voltar a rever matérias antigas é algo complicado, principalmente para aqueles que deixaram a escola há muito tempo”, comenta.

Destacando o baixo número de questões de língua estrangeira, Carolina Santos, aluna do 3° semestre de arquitetura do Cnetro Universitário Iesb, sugere um novo método de avaliação para os universitários com interesse no CsF. “A realidade do aluno de graduação é outra, no ensino médio, estudamos muitas coisas inúteis, que esquecemos depois. Na minha opinião, deveriam criar outro mecanismo para avaliar os candidatos do programa”, pontua.

As inscrições para as bolsas de graduação-sanduíche deste ano do Ciência sem Fronteiras estão abertas até 29 de dezembro.  Ao todo, são 20 países de destino: Reino Unido, Bélgica, Canadá, Holanda, Finlândia, Austrália, Nova Zelândia, Coréia do Sul, Espanha, EUA, Alemanha, França, Itália, Suécia, Noruega, Irlanda, China, Hungria, Japão, Áustria. As inscrições vão até 29 de novembro.

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