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Pai toca baixo enquanto espera a filha fazer a prova do Enem

Familiares reclamam da distância entre o local de prova e a casa dos participantes

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postado em 27/10/2013 15:31

Marcelo Ferreira/CB/DA Press
Enquanto a filha Bruna Isidoro, 17 anos, busca uma oportunidade para ingressar no curso de arquivologia com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o pai, Audifax Isidoro, 41 anos, espera o término da prova ensaiando notas de contra-baixo. A jovem, que mora em Ceilândia, mas foi alocada para fazer a avaliação na Asa Norte, precisou sair de casa duas horas antes do início do teste para não se atrasar para o segundo dia de prova.

Do lado de fora, a música ajuda o tempo a passar mais rápido. “Fico aqui na sombra tocando contra-baixo e com o som ligado. Nessas situações, a gente tem que ter paciência para mostrar nosso apoio”, comentou o pai. Mesmo sem perder a calma, Isidoro critica a distribuição geográfica dos candidatos e diz não entender um local de prova tão distante. “Não faz sentido uma pessoa que mora na Ceilândia precisar vir até a Asa Norte para fazer o teste. Não procuramos mudar o endereço por causa da burocracia, mas poderiam ter um sistema melhor nesse ponto”, reclama.

Em situação parecida, Shirleia Pereira, 42 anos, conta ter saído de Luziânia (GO) com a filha às 8h. Com críticas à organização da prova e ao transporte público, a mãe destaca o cansaço da estudante devido ao deslocamento. “São mais de duas horas e meia de viagem de Luziânia a Brasília. Acredito que poderiam ter nos direcionado para um local mais próximo. Além disso, o transporte público durante o fim de semana é reduzido”, reclama Shirleia, que sugere reforço nos ônibus nos dias do Enem.

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