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40 vagas para TI

Cargos temporários no MDA contemplam profissionais da área de tecnologia da informação. Seleção do mesmo tipo foi cancelada, em junho, por falta de inscrições

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postado em 01/09/2014 10:13

Priscilla é funcionária terceirizada e quer conquistar uma vaga temporária no MDA (Jamile Racanicci/Esp. CB/D.A Press ) 
Priscilla é funcionária terceirizada e quer conquistar uma vaga temporária no MDA


O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) reabre seleção para nível superior em áreas de tecnologia da informação (TI). São 40 vagas temporárias para administrador, analista e gerente de projetos. As inscrições para o concurso estão abertas até 7 de setembro, e as taxas variam de acordo com o cargo. O conteúdo da prova está dividido em 10 questões de língua portuguesa, seis de raciocínio lógico e quatro de legislação da administração pública, além de 30 questões de conhecimentos específicos, que possuem o dobro do valor da pontuação em relação aos conhecimentos gerais.

Priscilla Ferreira, 23 anos, é analista de requisitos no Ministério do Esporte, por meio de um contrato de terceirização e está interessada em um posto no MDA. “Eu quero passar em um concurso na área de analista de sistemas ou de requisitos. A área de TI tem crescido muito, e faltam profissionais, tanto que estão abrindo muitos concursos. Antigamente, não havia muitas oportunidades”, observa. O trabalho dela consiste em conhecer as atividades dos usuários de perto e propor funcionalidades. “Na minha função, eu fico muito próxima dos usuários, porque preciso analisar e buscar todas as informações necessárias para desenvolver o sistema que eles usam. Depois, desenvolvemos plataformas para auxiliar o trabalho dos outros funcionários, como sistemas de orçamento ou controle de distribuição.” No MDA, caso aprovada, Priscilla acredita que desempenhará função semelhante.

Sem procura

Em junho, o MDA cancelou seleção semelhante por não ter atingido o número mínimo de inscrições estabelecido pela banca organizadora na época, a Fundação Universa. O atual concurso é organizado pela Fundação Professor Calos Alberto Bittencourt (Funcab). “Essa banca organizou recentemente o concurso da Polícia Rodoviária Federal, o candidato pode dar uma olhada. Ela tem um estilo muito diferente do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), segue mais a linha do Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades) e da Cesgranrio”, explica Luis Telles, professor de raciocínio lógico do Gran Cursos. Como a Funcab não aplicou muitas provas nacionais ou no Distrito Federal, professores recomendam que o candidato busque provas de prefeituras de outros estados.

Telles também chamou a atenção para a disposição das questões da prova, ressaltando que o importante na seleção é o conteúdo específico. “A preparação para concurso começa na leitura do edital. Esse é um concurso de atuação técnica, bastante específico. A banca traz esse edital, que é muito grande para o candidato que não tem experiência estudar muito, mas o candidato deve focar no conteúdo específico do cargo que pretende ocupar.” Quanto a matéria de raciocínio lógico, a recomendação do professor é a mesma. “As bancas gostam muito de arranjo e combinação, lógicas de argumentação e tabelas-verdade. Mas o candidato tem que focar na área em que ele vai trabalhar, e nessa área de TI, ele vai trabalhar muito com matrizes. Então, a aposta é no último tópico do edital ‘raciocínio lógico envolvendo problemas matriciais’. É preciso focar nas matrizes”, orienta.

José Wesley, professor de admisnistração pública no curso Alub, ressalta que provas de múltipla escolha exigem muita atenção na leitura do enunciado. “É comum a pessoa saber o conteúdo e errar por falta de atenção”, comenta o professor e relembra que as provas de legislação da Funcab cobram os regimentos sem se aprofundar na interpretação. “A recomendação é ler a lei completa, na íntegra. A prova é uma cópia fiel do que está na lei, e o candidato pode ganhar a questão apenas se recordando de algo que leu anteriormente.”

Essa também é a observação do professor de língua portuguesa do IMP, Claiton Natal. Segundo o professor, a banca se apega às regras gramaticais em si. “É uma prova horrível de se fazer, porque não incentiva o raciocínio, é uma questão de decorar as regras”, explica. Natal aponta que a Funcab prioriza a gramática e que apenas 30% da prova de português deve cobrar interpretação de texto. Ele aposta em questões de análise sintática, pontuação, crase e colocação pronominal, mas acredita que é preciso ficar de olho em outro ponto. “O mais importante são os conectivos, principalmente as conjunções subordinativas e coordenativas”, alerta.

Outras chances
Concurso público do Ministério do Desenvolvimento Agrário

Cargos: analista, administrador e gerente de projetos
Vagas: 40 vagas temporárias
Remuneração: R$ 6.130 e R$ 8.300
Inscrições: 11/8 a 7/9
Taxa: R$ 60 e R$ 80
Prova objetiva: 2/11
Edital e inscrição on-line: www.funcab.org

Passe bem / Português

No trecho: “(…) Agora, PORÉM, atrai tipos menos transcendentais da Europa (…)”, a conjunção destacada poderia ser substituída, sem alteração de sentido por:

a) portanto
b) porquanto
c) contudo
d) por conseguinte
e) assim

Esta é uma abordagem recorrente em provas de concursos públicos. Nela, o candidato deve reconhecer os principais conectivos. Observe que a conjunção “porém”, empregada no texto original, é adversativa. São, também, conjunções de mesmo valor semântico: “mas”, “entretanto”, “no entanto”, “contudo”, “não obstante”, “senão”, “todavia”. Deve-se, então, assinalar a alternativa “C”, já que os conectivos “porém” e “contudo” pertencem ao grupo das coordenativas adversativas.

Questão retirada de prova da Funcab para o Ministério Público de Rondônia em 2012 para o cargo de analista de sistemas comentada pelo professor Claiton Natal.

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