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Correio Braziliense

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Última chamada para profissionais de saúde

Inscrições para residência médica e multiprofissional do Hospital Universitário de Brasília e da Secretaria do DF terminam hoje. Há mais de 600 vagas no total

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postado em 22/12/2014 13:19 / atualizado em 22/12/2014 13:54

Andre Violatti
Acabam hoje (21) as inscrições para o processo seletivo unificado do Hospital Universitário de Brasília (HUB) e da Secretaria de Estado e Saúde (SES/DF) que visa à admissão de 444 médicos residentes em unidades de saúde do Distrito Federal para 65 especialidades. As inscrições para 181 vagas de residência multiprofissional para graduados em enfermagem, nutrição, odontologia, psicologia, serviço social, farmácia e fisioterapia também terminam hoje.

Cada vez mais concorridos, os programas de residência médica são uma oportunidade de aprimoramento e de experiência para profissionais e recém-formados com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). “O residente é um médico com capacidade legal para integrar o quadro profissional de qualquer hospital onde seus serviços sejam requisitados. O objetivo da residência médica não é ensiná-lo, mas ajudá-lo a pôr em perspectiva desafios reais que enfrentará na carreira”, observa Alexandre Cavalca Tavares, conselheiro do CRM/DF.

Na última seleção do tipo, 1.034 candidatos de diferentes especialidades médicas concorreram a 155 vagas. Com chances maiores desta vez, Kaleu Costa Nery, 26 anos, estudante do último semestre de medicina da Universidade de Brasília (UnB), está confiante. Para conseguir uma das 24 vagas em ortopedia, ele faz um cursinho intensivo. “O objetivo de quem se candidata a programas do tipo é se tornar um profissional acima da média. Se for aprovado, creio que poderei atender melhor às demandas da população e do mercado”, diz. A residente em clínica médica do HUB Keyla Gomes, 24, se formou em fevereiro e estudou durante 2 anos para conseguir passar na residência. “Tem sido bastante útil, já que, com a experiência adquirida, domino o jogo que a profissão demanda”, diz. O edital para residência médica não informa o valor da remuneração oferecida, mas Keyla Gomes, aprovada no último certame do tipo, revela que recebe uma bolsa de R$ 2,9 mil mensais.

A seleção
O programa de residência pode durar de 2 a 3 anos, e os aprovados poderão atuar tanto no Hospital Universitário de Brasília (HUB) quanto em pólos médicos da Secretaria de Saúde, incluindo o Hospital de Base (HBDF), o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), o Hospital Regional do Gama (HRG), o Hospital Regional da Ceilândia (HRC), o Hospital Regional do Paranoá (HRPa), o Hospital Regional de Sobradinho (HRS) e o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP). O processo seletivo é composto por prova objetiva e avaliação de currículo. Na análise curricular, contam pontos atividades como monitoria, participação em congressos científicos e intercâmbio. Segundo Rafael Pinheiro, gerente de Ensino e Pesquisa do HUB, essa é uma das vantagens do concurso. “A possibilidade de utilizar atividades de monitoria na faculdade como título é um grande passo para que o aluno saia em vantagem na seleção.”

Os candidatos aos programas de residência médica de acesso direto passarão por prova objetiva com 120 itens abordando temas compatíveis com as exigências da graduação em medicina, como cirurgia geral, clínica médica, pediatria, obstetrícia/ginecologia e medicina social e preventiva, sendo 24 itens para cada uma das cinco áreas. Já quem pleiteia vagas de especialidades médicas com exigência de pré-requisito — exceto os candidatos aos programas de residência em mastologia e aos programas de residência médica referentes aos anos opcionais em áreas de atuação — passará por prova objetiva composta de 120 itens abordando temas compatíveis com as exigências da área. Quem for concorrer à área de mastologia terá que responder a 60 questões de obstetrícia e ginecologia e 60 de cirurgia geral. Já para o programa de residência de medicina paliativa, a prova contará com 40 questões de clínica médica, 40 de medicina de família e comunidade e 40 de pediatria.

De acordo com o endocrinologista Flávio Cadegiani, o certame é bem segmentado. “Noção de semiologia — exames e avaliações físicas para o correto diagnóstico de patologias — é fundamental. Também é importante dominar saúde coletiva, que deve cobrir cerca de 20% da prova. Para se sair bem, o futuro residente tem que estar a par de conceitos históricos da prática médica, conhecer as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), entender de bioética, conhecer o principio da integralidade, as medidas de saneamento e os fundamentos de epidemologia regional”, aponta. “O esperado é que o médico saiba identificar problemas com discernimento. Portanto, a prova propõe a aplicação de soluções a cada questão, sendo, inclusive, um teste de raciocínio lógico”, observa.

O que diz o edital
Processo seletivo unificado de residência para HUB e SES/DF
Inscrições: até 21 de dezembro no site www.cespe.unb.br
Taxas: R$ 280 (residência médica) e R$ 230 (residencia multiprofissional)
Salários: não informados
Oportunidades para residência médica: 273 vagas de acesso direto; 91 vagas de residência médica em especialidades com exigência de pré-requisito; 80 vagas de residência médica referentes aos anos opcionais em áreas de atuação.
Oportunidades para residência multiprofissional: 181 vagas
Provas: 18 de janeiro

Passe bem / Clínica médica
Uma mulher, 64 anos, diabética do tipo 2, com diagnóstico há 12 anos, vem assintomática ao controle. Seu estado geral é bom e está hidratada. Seu fundo de olho é normal, não há proteinúria, sem lesões nos pés. Está usando metformina, glibenclamida, enalapril, estatinas e aspirina. Traz exame com hemoglobina glicada de 8,4%, creatinina = 1,6mg/dL, HDL = 40mg/dL e LDL = 125mg/dL. Você realiza uma glicemia capilar no Centro de Saúde e obtém 420mg/dL, sem cetonemia. A conduta correta e sua base racional deverão ser:
a) administrar 1 dose de insulina NPH, ainda no Centro de Saúde, para evitar os efeitos tóxicos diretos da hiperglicemia e manter a prescrição original
b) reforçar as orientações dietéticas e de atividade física, ajustar a medicação antidiabética oral e fazer controle glicêmico semanal porque não há manifestação de descompensação metabólica aguda
c) tranquilizá-la sobre esse valor, afirmando ser uma variação glicêmica habitual em pacientes diabéticos e destituído de importância em longo prazo
d) transferir para atendimento de urgência, porque esse valor de glicemia sinaliza grave complicação hiperosmolar

Comentário
Parabéns a todos que responderam que a alternativa correta era a letra B. Essa paciente, apesar de apresentar uma glicemia capilar bastante elevada no momento da consulta, não tem sinais de descompensação aguda presente ou iminente (já que está em bom estado geral, hidratada e sem cetose). A conduta correta, portanto, já que não há urgência ou emergência no presente caso, é proceder ao ajuste da medicação oral da paciente para melhorar o controle glicêmico, uma vez que a hemoglobina glicada está acima do alvo (<7%). É preciso tomar muito cuidado com as medicações utilizadas, pois a paciente apresenta creatinina elevada, indicando provável insuficiência renal crônica. Nesse caso, vários medicamentos antidiabéticos orais estão contraindicados, como a metformina (com TFG estimada <30mL/min) e a glibenclamida (com TFG abaixo de 50mL/min).

Questão retirada da prova para a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) de 2012 comentada por professores da Medcel, empresa de cursos preparatórios para concursos de residência médica 

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