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postado em 24/02/2014 11:18 / atualizado em 24/02/2014 11:20

Antonio Cunha
A instalação de quiosques também é uma opção para quem pretende investir em franquias. Eles podem servir tanto para testar a aceitação de produto no local quanto para esperar a liberação de um ponto no shopping com o objetivo de se instalar a loja. Um dos benefícios é que o investimento inicial corresponde, geralmente, a apenas um terço daquele feito em unidades convencionais, mas a preocupação com o estoque, por exemplo, deve ser redobrada (leia o Saiba mais).

Antonio Horacio, diretor comercial da Ancar Ivanhoe, que administra shopping centers em todo o país, explica que os quiosques ocupam espaços de 3 a 12 metros quadrados nos corredores dos centros comerciais. Apesar de não ter o tamanho da loja e não apresentar o mesmo conforto para receber os clientes, o investimento inicial varia de R$ 30 mil a R$ 50 mil em média, segundo ele. Horacio destaca que essa é uma operação temporária, pois o shopping, na maioria das vezes, não tem interesse em ficar com o mesmo quiosque durante muito tempo. “Os de alimentação têm uma vida útil maior, mesmo assim, são reformados, renovados e, eventualmente, mudados de lugar”, diz.

Ele lembra ainda que é uma preocupação constante do shopping a apresentação dos estandes e que o espaço é planejado para recebê-los, inclusive com a previsão de corredores maiores. “Consideramos essas operações importantes para o nosso mix de lojas no shopping, não é uma coisa menor ou assessória”, garante.

Outra preocupação do franqueado deve ser com o estoque. “A estocagem de um quiosque requer um sistema de abastecimento quase que semanal”, afirma José Antonio Ramalho, consultor credenciado de franquia do Sebrae Nacional e responsável pela expansão da marca Empório Essenza.

Em 2002, os irmãos Vinicius, 35 anos, e Vanessa Eid, 37, começaram a investir na franquia de assessórios pessoais Chilli Beans, que tem o 5º maior faturamento em operações de quiosques no país, de acordo com dados da ABF. Hoje, eles são donos de várias unidades da marca e acumulam experiência nos dois tipos de operação. “Por estarem no meio do corredor, em locais que geralmente têm maior circulação e sem barreiras, os quiosques pagam um metro quadrado proporcionalmente muito maior do que as lojas”, afirma Vinicius.

Por outro lado, Vanessa lembra que o corredor do shopping está repleto de estímulos e que os vendedores precisam estar ainda mais preparados para manter o cliente interessado no produto. “No quiosque, os vendedores precisam ter entusiasmo, ser cativantes e apresentar argumentos para segurar a atenção e fazer com que o cliente fique e compre”, detalha. Ela acrescenta que ter também uma loja, até no mesmo shopping, ajuda a dar segurança aos fregueses. “No início da operação, há 12 anos, muitos perguntavam se o quiosque era temporário, pois tinham receio de que numa próxima visita ao shopping ele não estivesse mais lá. Uma loja, muitas vezes, ajuda a dar mais credibilidade para a marca, pois passa a impressão de algo duradouro”, opina.

Como dica para quem pretende abrir um quiosque, Vinicius sugere que, além de conhecer o perfil do público no local, o empresário saiba negociar os custos com o shopping. Segundo ele, os gastos de ocupação — aluguel, condomínio, etc. — não devem ultrapassar 12% do faturamento mensal.

Saiba mais
Veja os prós e os contras dos estandes nos corredores de shoppings

Vantagens
» O custo de ocupação é menor. Não é cobrada luva — direito pelo uso do ponto comercial
» Pode servir como teste da receptividade do produto pelo público local
» A localização, nos corredores dos shoppings, permite maior visibilidade

Desvantagens

» Não funciona para todos os tipos de negócio, é preciso testar antes
» A armazenagem do estoque é mais difícil e a quantidade de produtos à mostra, menor
» Os contratos, por período indeterminado, deixam a operação mais vulnerável a reajustes de aluguel

Fontes: José Antonio Ramalho, Adir Ribeiro e Vinicius Eid.
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