O Irã produziu ao menos 5,7 quilos de urânio altamente enriquecido até o início de abril, um material que Teerã afirma ser destinado a seu reator nuclear de pesquisas, segundo documento confidencial da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ao qual a AFP teve acesso nesta segunda-feira em Viena.
"Em 7 de abril de 2010, o Irã retirou 5,7 quilos de hexafluoruro de urânio (UF6) da primeira cascata" de seu projeto piloto de enriquecimento em Natanz, informou o documento da AIEA.
"Segundo o Irã, este UF6 foi enriquecido a 19,7%", afirma o documento.
De acordo com um diplomata de alto escalão vinculado às inspeções realizadas pela AIEA na República Islâmica, o total de urânio altamente enriquecido do qual o Irã dispõe atualmente é muito maior.
"Os 5,7 quilos eram no início de abril. Mas desde então, o Irã continuou produzindo, e portanto, tem mais", afirmou este diplomata que pediu para não ser identificado.
O Irã afirma que utiliza o urânio enriquecido como combustível para um reator de pesquisas com o objetivo de poder produzir radioisótopos médicos. No entanto, os países ocidentais temem que o país use o material para fabricar armas atômicas.
De acordo com as estimativas da AIEA indicadas por este diplomata, os iranianos estão produzindo em torno de 100 gramas diários de urânio altamente enriquecido.
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