Dilma afirma que Obama explicará espionagem até quarta-feira

De acordo com a presidente, ele se comprometeu a acompanhar as investigações de forma "direta e pessoal"

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postado em 06/09/2013 10:30 / atualizado em 06/09/2013 10:33

Marcelo Ernesto /x

Joel Samwed

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assumiu a responsabilidade “direta e pessoal” pelas investigações dos episódios de espionagem do Palácio do Planalto. Ainda segundo Dilma, Obama se comprometeu a dar uma resposta sobre as denúncias até a quarta-feira da próxima semana. “Irei á ONU propor uma nova governança contra a invasão de privacidade”, afirmou. Dilma, que está na Rússia para participar de reunião do G20, concedeu entrevista coletiva na manhã de hoje. Sobre a possibilidade dos ataques norte-americanos à Síria, a presidente do Brasil afirmou que aguarda a posição das Nações Unidas. "O Brasil não reconhece uma ação militar na Síria sem a aprovaçao da ONU”, declarou.

As revelações sobre a interceptação de comunicações entre a presidente e auxiliares próximos, feita no domingo ao programa “Fantástico”, da TV Globo, provocaram dura reação do governo, que exigiu de Washington uma "resposta satisfatória", formal e por escrito. A visita de Estado que Dilma deve fazer aos EUA em outubro foi colocada em suspenso alto. Nessa quarta-feira, a presidente determinou o cancelamento da viagem do escalão precursor a Washington, em um sinal de repúdio à espionagem. "Minha viagem a Washington depende das condições políticas a serem criadas pelo presidente Obama", afirmou a presidente.

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De acordo com o norte-americano Glenn Greenwald – jornalista do diário britânico The Guardian – responsável pela divulgação das informações sobre a espionagem de Dilma, no domingo novos detalhes serão revelados. Em entrevista ao Jornal Estado de Minas, Greenwald disse que a posição de destaque do Brasil no cenário internacional é o motivo para a Casa Branca espionar o governo petista.

Durante a semana, ministros e parlamentares classificaram o episódio como de extrema gravidade. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que os fatos não condizem com a relação entre os dois países que são “estados parceiros”. “O que chama mais a atenção é que a violação de sigilo atingiu à chefe do nosso governo”, pontuou Cardozo. “Se violação do sigilo atingiu a presidente, o que não dizer de cidadãos brasileiros e de outras empresas?”, questionou.