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Tribunal do Sudão condena grávida à morte por renunciar islamismo

A mulher, que aderiu a fé cristã, está grávida de oito meses. Ela foi presa junto com o filho de 20 meses e será enforcada

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postado em 15/05/2014 08:39 / atualizado em 15/05/2014 08:55

France Presse

Cartum - Um tribunal de Cartum condenou nesta quinta-feira (15/5) à morte na forca uma cristã sudanesa de 27 anos por apostasia, sem levar em consideração os apelos dos países ocidentais a favor da liberdade religiosa. A jovem, grávida de oito meses, está detida com o filho de 20 meses, segundo a organização Anistia Internacional, que pede a libertação imediata.

"Demos três dias para abjurar de sua fé, mas você insistiu em não voltar ao islã. Eu a condeno à pena de morte na forca", declarou o juiz Abas Mohamed al-Khalifa, que se dirigiu à mulher pelo sobrenome de seu pai, que é muçulmano. Meriam Yahia Ibrahim Ishag (seu nome cristão) também foi condenada a receber 100 chicotadas por "adultério".

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A jovem permaneceu impassível ao ouvir o veredicto. Durante a audiência, após um longo discurso de um líder religioso muçulmano que tentou convencê-la, a jovem disse de maneira calma ao juiz: "Sou cristã e nunca cometi apostasia".